ENCICLOPÉDIA DO FORTE APACHE – VOLUME II



Ficamos muito felizes com a excelente acolhida que o volume I da Enciclopédia do Forte Apache teve entre os colecionadores e admiradores do tema.

É com entusiasmo que damos início agora à elaboração do volume II.

A intenção deste volume é tratar dos brinquedos/conjuntos que se juntaram ao Forte Apache para completar as linhas de brinquedos de faroeste lançadas pelas fábricas Casablanca e Gulliver.

As dificuldades para realização deste trabalho são basicamente as mesmas mencionadas no volume I, com um agravante – se já há poucas informações disponíveis sobre a história do brinquedo Forte Apache, menos ainda há sobre os demais conjuntos que compunham a linha faroeste.

Mas vamos tentar apresentar um histórico destes brinquedos com base na memória dos autores e na memória dos demais colecionadores por nós consultados. De antemão feitas as ressalvas de que a memória é algo falível. Muitas das ilustrações apresentadas ao longo deste texto não pertencem aos autores mas, sim, a terceiros. Todos (ou quase todos ..... a memória é falha) estão citados ao final do texto, e a eles (incluindo os eventualmente não citados) nossos agradecimentos.

O texto será dividido em duas fases principais – Casablanca e Gulliver – e a cada fase apresentaremos os respectivos brinquedos.

Como apresentado no volume I, o Forte Apache foi lançado no Brasil pela Casablanca em 1964. Quando foram lançados os demais conjuntos da linha de brinquedos de faroeste?


A fase Casablanca

As informações disponíveis nos permitem afirmar que em 1968 todos os conjuntos da linha faroeste da Casablanca já estavam lançados. Quanto ao ano de início do lançamento dos conjuntos, somente podemos arbitrar um ano que gere pouco conflito entre as memórias dos colecionadores – 1966.


Desta forma, se estivermos corretos, os conjuntos integrantes da linha de brinquedos de faroeste da Casablanca foram lançados entre 1966 e 1968.


Acreditamos que o natal de 1968 tenha sido o auge da Casablanca, com a linha completa disponível nas lojas para os pequenos consumidores vorazes. Deve ter sido um sucesso. Infelizmente, seria o último natal vivido pela Casablanca – a morte no auge do sucesso, por motivos ainda desconhecidos como mencionado no volume I da Enciclopédia.


Os conjuntos lançados pela Casablanca foram (em ordem alfabética):

- Acampamento Apache;

- Caravana;

- Fazenda Ponderosa;

- Virgínia City.


Como sabido, a Caravana era um conjunto composto por carroças, mas as carroças também eram vendidas de forma avulsa, em caixas individuais.


Da mesma forma, o conjunto Virgínia City era uma cidade do velho oeste e vinha com uma diligência, mas a diligência também era vendida de forma avulsa.

Também as cabanas e componentes do Acampamento Apache eram vendidos individualmente.


Pelas informações que dispomos a Fazenda Ponderosa e o Virgínia City foram os últimos brinquedos a se juntar aos demais da linha faroeste.


Vamos a seguir apresentar as informações que possuímos sobre cada um dos conjuntos.

Acampamento Apache da Casablanca

No site www.brinquedos.faroeste.nom.br há um artigo exclusivo sobre a história do Acampamento Apache. Temos informação de que um colecionador amigo nosso de São Paulo está já há algum tempo trabalhando num artigo exclusivo sobre o Acampamento Apache Casablanca. Desta forma, deverá haver informações disponíveis suficientes sobre o Acampamento Apache para contentar todos os colecionadores internautas.

Pelas informações que dispomos, o Acampamento Apache teria sido um dos primeiros brinquedos a se juntar ao Forte Apache na linha faroeste, portanto estaríamos falando de 1966.

O lançamento deste brinquedo foi um processo natural de continuidade ao Forte Apache. Como comentado no volume I o Forte Apache pegava carona no sucesso da série Rin Tin Tin, e vários episódios da série traziam cenas passadas no acampamento dos índios (nem sempre apaches).

A escolha da tribo Apache para ser contemplada com um brinquedo exclusivo veio sem dúvida na esteira do sucesso do Forte Apache. Contudo, o brinquedo fez diversas confusões históricas:

O Acampamento Apache trazia no conjunto chefes de outras tribos, como Touro Sentado e Cavalo Louco (também aproveitando a notoriedade destes personagens);

Os índios do Acampamento Apache utilizavam tanto roupas apaches como roupas de outras tribos;

As tendas do Acampamento Apache não eram do modelo efetivamente utilizado pela tribo apache;

O Acampamento Apache tinha um totem, característico das tribos mais do norte dos Estados Unidos.

Apenas para ficar em algumas das confusões mais gritantes. Mas quem estava preocupado com isto naqueles anos de ouro? O “barato” era ter o acampamento apache e promover muitas guerras contra o forte.

O Acampamento Apache da Casablanca vinha com uma base de papel representando um terreno da planície, com um rio para as canoas. O acampamento era montado sobre esta base. A base existiu em duas versões – redonda e quadrada, conforme pode ser visto nas fotos apresentadas a seguir (nota em agosto de 2010 - a base quadrada provavelmente era do Acampamento Comanche, da Indústria de Brinquedos Comanche) :





Havia dois modelos de cabana, como pode ser observado na foto acima – uma mais alta, cônica, circular, com três ponteiras, denominada cabana do índio. Outra, menor, com 10 ponteiras, denominada cabana de chefe. Geralmente o conjunto era composto por 4 cabanas índias e 2 cabanas de chefe.

As nossas pesquisas sobre brinquedos Casablanca e Gulliver sempre indicaram que usualmente os brinquedos de faroeste de plástico lançados no Brasil eram reproduções de brinquedos originalmente produzidos por fábricas européias. Desta forma, é possível, e até provável, que as cabanas dos índios tenham sido inspiradas em algum brinquedo europeu, mas ainda não identificamos com segurança qual fábrica exatamente teria sido a fonte inspiradora.

Os brinquedos de faroeste também tiveram sua fase áurea na Argentina e lá, assim como aqui, muitos foram inspirados em fábricas européias (muitas vezes na mesma fábrica). A ilustração abaixo, de um brinquedo argentino, demonstra que a fonte de inspiração para a cabana do chefe foi a mesma nos dois países:



 

Além das cabanas o Acampamento Apache era composto por:

- Totem;

- Fogueira;

- Jangada;

- Canoa;

- Cactos;

- Cerca para cavalos;

- Figuras.


O totem da Casablanca, foi inspirado no brinquedo da fábrica alemã Elastolin, como pode ser visto na ilustração abaixo (de um conjunto de figuras Elastolin) (nota em agosto de 2010 - o totem do acampamento apache era cópia idêntica do totem produzido pela Reamsa, fábrica espanhola):



Com certeza muitos terão observado as figuras que aparecem na ilustração acima e pensado “são as mesmas da Casablanca/Gulliver”. São, mas as figuras serão objeto do volume III da enciclopédia. O objetivo da ilustração é apenas apresentar o totem.


Quanto à jangada de madeira, que pode ser vista numa das ilustrações anteriores, temos informação de que era produzida para aproveitar sobras de madeira. Vinha com encaixes para dois remadores e um barril de plástico. (nota em agosto de 2010 - a jangada de madeira era cópia daquela produzida pela Reamsa, fábrica Espanhola)


Como anunciado pela Casablanca à época, o Acampamento Apache vinha com 34 figuras.

Caravana


Se o Forte e o Acampamento Apache foram inspirados em Rin Tin Tin , a Fazenda Ponderosa e o Virgínia City foram inspirados em Bonanza, a Caravana Casablanca não foi inspirada em nenhum filme ou seriado específico. Era apenas mais um conjunto para compor o cenário do velho oeste.


A Caravana é brinquedo lançado em 1966 ou 1967. Inicialmente era uma caravana de cowboys, com índios que a atacavam. Ao longo dos anos, como será comentado adiante, foi se transformando numa caravana militar.

A caixa da Caravana Casablanca trazia a seguinte ilustração:



As carroças eram basicamente de dois tipos – cobertas e descobertas. As carroças cobertas possuíam um tecido branco bastante resistente para simular as lonas.


As carroças da Casablanca sempre foram de madeira e, geralmente, possuíam um barril de plástico preso na lateral. A madeira das carroças vinha em duas versões – uma com vermelho mais vivo, e outra puxando um pouco para a cor castor.


As rodas eram de plástico e, por experiência própria dos autores, é um plástico que apodrece mais rápido do que o das figuras.


O conjunto Caravana vinha com 5 carroças, como demonstrado na ilustração abaixo, mas as carroças também eram vendidas individualmente, conforme a ilustração posterior:

 



 

Junto com o conjunto Caravana, ou nas carroças vendidas individualmente, vinham sacos de mantimentos, caixas de rifles e munições e, também, barris para simular a carga das carroças, como demonstrado na ilustração seguinte:



A travessa entre os cavalos era de plástico. As carroças possuíam dois, quatro ou seis cavalos puxando.

Os cavalos eram os modelos “gordos”, cópia da Elastolin, como aqueles da ilustração acima, ou os cavalos magros, tanto no modelo com sela, quanto no modelo índio, com cobertor



Fazendo um paralelo com nossos vizinhos Argentinos, as carroças eram muito semelhantes, inclusive nos sacos de mantimentos, conforme ilustração abaixo. Mais uma indicação de que a fonte inspiradora em ambos os países era a mesma.


Conforme anunciado pela Casablanca à época, a caravana vinha com 61 figuras.

A Caravana foi produzida até 1969 pela Casablanca, e retornou a partir de 1970 pela Gulliver, mas com o nome de Conquista do Oeste, que será objeto de comentários mais adiante, neste texto.

 

Fazenda Ponderosa

A Fazenda Ponderosa foi lançada em 1967 ou 1968, mais provavelmente em 1967.

Este brinquedo foi lançado na esteira do sucesso da série de TV Bonanza. A família Cartwright, protagonista de Bonanza, vivia na Fazenda Ponderosa.


A série Bonanza foi produzida de 1959 a 1973, sendo a segunda de maior duração da TV mundial.


Como veremos mais adiante neste texto, na década de 70 a Fazenda Ponderosa passaria a se chamar Chaparral, já que nos anos 70 a série de TV Chaparral estava fazendo mais sucesso na TV local do que Bonanza.


A imagem da caixa e uma vista geral do brinquedo estão apresentados na ilustração a seguir:

 

 

Esta ilustração foi extraída do saudoso site do Fernando Camargo.


Compunha o brinquedo:

- Uma base rígida sobre a qual o conjunto era montado;

- Um conjunto de cercas;

- Um portão principal, com pórtico, e um portão secundário;

- Uma casa principal de madeira;

- Uma cocheira de madeira;

- Um cata-vento de plástico;

- Uma peça de madeira para amarrar cavalos;

- Um poço e ferramentas de fazenda;

- Gado – com pinturas – “malhado”. Na fase Gulliver perderiam a pintura;

- Animais diversos;

- Cowboys – alguns identificados com personagens do seriado;

- Cavalos;

- Carroças, carroças especiais, tal como a carroça para transportar madeira, e carros de boi.


A ilustração da caixa da Fazenda Ponderosa era de Nelson Reis – que viria a ilustrar praticamente tudo na fase Gulliver.


A seguir uma ilustração onde podem ser melhor observadas a casa original da Ponderosa, a cocheira para cavalos e a base rígida:



Virgínia City

Virgínia City é a cidade que fazia parte do cenário da série Bonanza.


Foi um brinquedo lançado em 1968. Representava uma cidade do velho oeste. Em nosso entender foi o ponto culminante da história da Casablanca em termos de qualidade e de preocupação com detalhes.


É raríssimo, dele não possuímos sequer imagens – apenas aquelas das lembranças dos colecionadores.


Alguns fatores para tentar explicar a raridade do brinquedo:

- Foi produzido por pouco tempo, logo em 1969 a Casablanca encerraria as suas atividades e o brinquedo não retornaria na fase Gulliver;

- Sua caixa era muito grande, de forma que imaginamos que era um transtorno para os pais transportar este brinquedo até suas casas;

- Era considerado um brinquedo caro – no natal de 1968 era vendido por NCr$100,00, ao passo que na mesma época a Caravana custava NCr$45,00 e a Fazenda Ponderosa NCr$55,00. Desta forma, era natural que os pais optassem por um dos conjuntos mais baratos. Caso os filhos insistissem muito em ter uma cidade do velho oeste, os pais poderiam ainda adquirir a cidade da Papae Noel, que era bem mais barata.


O aspecto “caro” é relativo, pois na mesma época o autorama Estrela era vendido por NCr$350,00 – equivalente a mais de três Virginias City.


Para descrever o brinquedo tivemos que recorrer à excelente memória do colecionador Flavio Lago, que atualmente reside nos Estados Unidos.

Segundo o Flavio o conjunto consistia de (todas as casas eram de madeira):

- Uma base rígida (há quem diga que as casas eram pregadas nesta base, há quem diga que eram soltas);

- Um sallon com portas de vai e vem;

- Um curral para cavalos denominado “OK Curral” numa referência ao famos confronto de Tomstone;

- Armazém – com sacos de mantimentos, barris, caixas de rifles e de munição;

- Hotel – pode ser que o hotel ficasse no mesmo prédio do sallon;

- Banco;

- Escritório do xerife/cadeia;

- Casas adicionais (pelo menos duas);

- Os prédios tinham “varandas” que cobriam as “calçadas”, e tinham travessas de amarrar cavalos;

- Figuras e cavalos;

- Diligência.

(Atenção - vide artigo específico sobre o Virgínia City na seção de "artigos" deste site - lá algumas destas informações são corrigidas).


A diligência era cópia da Elastolin. Abaixo ilustração da Elastolin e, posteriormente, da diligência Casablanca (em meio à guerra civil americana....):

 

 

 

 

Nos anos 70 a Viocema passou a produzir a diligência, que vinha no conjunto Gunsmoke. A diligência era a mesma, apenas os cavalos eram diferentes, conforme ilustração abaixo:



A diligência também era vendida individualmente e custava NCr$18,00 no natal de 1968.

No nosso vizinho, Argentina, o conjunto Virgínia City também foi lançado, mas lá as casas eram vendidas individualmente, como a Papae Noel fazia no Brasil:

 

Começa a fase Gulliver – 1970 a 1972

A Gulliver surge entre o final de 1969 e o início de 1970. É provável que logo de início tenha dado continuidade à produção de brinquedos de faroeste, tendo em vista o sucesso de vendas que eram à época.


No entanto, o período compreendido entre 1970 e 1972 tem se revelado, até então, um pouco impenetrável a nossas pesquisas.


Até a memória dos colecionadores referente a este período é confusa e pouco confiável. Talvez pela proximidade com o período da Casablanca, muitos colecionadores confundem os produtos lançados pela Gulliver nesta fase inicial com os produtos da Casablanca.


Em razão da escassez de informações objetivas referentes a este período, utilizamos o método subjetivo, ou seja, reunimos recordações de diversos colecionadores e as comparamos. Por fim, eliminamos os pontos onde há muita divergência, restando os aspectos onde há relativo consenso.


Desta forma, é possível informar, com alguma segurança, que neste período os produtos eram os seguintes:

- Forte Apache (modelos grande e mini);

- Caravana – com o nome de Conquista do Oeste.

- Fazenda – há dúvidas quanto ao nome (Ponderosa ou Chaparral);


A cidade do oeste nunca foi produzida pela Gulliver. Há dúvidas razoáveis em relação à produção do Acampamento Apache neste período.

Iniciemos pela Conquista do Oeste.


A Conquista do Oeste

A Caravana mudou de nome, mas basicamente continuava sendo o mesmo brinquedo – um conjunto de carroças, cowboys e índios.


O nome de A Conquista do Oeste iria perdurar até 1975, quando voltaria a se chamar Caravana.


Razões para a mudança de nome? Não sabemos.


Pelas informações que dispomos, o número de carroças do conjunto diminuiu na versão Conquista do Oeste – para três carroças, todas cobertas com lona.


As carroças continuavam sendo de madeira, vermelhas. No entanto, houve mudança na “lona” que as cobria. Na fase Casablanca a cobertura das carroças era de tom próximo ao branco. Na fase Conquista do Oeste as coberturas passaram a vir, também, em versões de cores variadas – amarelo, verde e azul.


A mudança mais radical ocorreu nas rodas das carroças. Como comentado anteriormente, as rodas das carroças Casablanca eram pequenas e feitas de um plástico que apodrece mais rápido que as figuras. Isto acabou na fase Gulliver. Embora a Gulliver nunca tenha produzido a diligência, adotou o seu modelo de rodas e sistema de eixos, sendo as rodas de trás bem maiores que as da frente como apresentado a seguir:

 

 

 

Apesar de quebradiças, estas rodas eram mais resistentes ao uso, mais móveis. Melhores, enfim.

Os cavalos das carroças passaram a ser exclusivamente os modelos “gordos” da Elastolin:

 

 

 

As carroças eram produzidas nas versões com e sem cobertura. Eram, também, vendidas individualmente, mas não continham mais os sacos e caixas de mantimento que acompanhavam as carroças Casablanca.


Foram as últimas carroças produzidas em madeira pela Gulliver, a partir de 1973 passariam a ser de plástico. Na segunda metade dos anos 70 somente Viocema e Trol produziram algumas carroças de madeira.


Não sabemos qual era a ilustração da caixa que continha o brinquedo A Conquista do Oeste entre 1970 e 1972.


Fazenda

Há divergência em relação ao nome do brinquedo, mas colecionadores muito sérios defendem que já se chamava Chaparral, denominação que acompanharia o brinquedo até 1979.


O brinquedo em si era praticamente o mesmo conjunto produzido pela Casablanca com o nome de Fazenda Ponderosa. Diversos componentes do conjunto, como a casa sede, ainda eram de madeira. A partir de 1973 todos os componente passariam a ser feitos em plástico.


Não sabemos qual era a ilustração da caixa que continha este brinquedo entre 1970 e 1972.


O que é possível concluir após esta breve explanação sobre o período 1970 – 1972, é que as peças produzidas neste período são extremamente raras e difíceis de encontrar. Quem tiver algum destes itens em sua coleção possui uma verdadeira preciosidade.


Surge a série Far West 1973 a 1977


Como comentado, o período 70 – 72 foi praticamente uma continuidade da Casablanca, com produtos bastante semelhantes.


1973 foi o ano do rompimento com o passado, do lançamento da série Far West com os produtos desenvolvidos pela Gulliver.


A maior vítima deste rompimento foi a madeira – praticamente todos os itens de madeira dos conjuntos foram substituídos por plástico, apenas as paliçadas do Forte Apache continuaram a ser produzidas com madeira.


A série Far West veio com os seguintes produtos:

- Forte Apache – grande, médio e mini;

- Chaparral;

- A Conquista do Oeste;

- Os Apaches;

- Planície Selvagem;

- Itens avulsos.


A série Far West foi produzida até 1979, sendo que em 1978 os produtos sofreram as maiores alterações. Vamos comentar a seguir os produtos produzidos entre 1973 e 1977.


Chaparral


Como vimos em tópico anterior, no período 70 – 72 a Gulliver produziu uma fazenda (provavelmente o Chaparral) que basicamente reproduzia a Fazenda Ponderosa da Casablanca, com muitos os componentes de madeira.


Em 1973 o Chaparral passa a ser inteiramente produzido em plástico. Os animais que anteriormente eram pintados à mão passam a ser comercializados na cor do plástico.


O conjunto continua a ser composto por cercas, casa, portão com pórtico, implementos agrícolas, poço, animais diversos e cowboys. No entanto, não é mais produzido com a base rígida sobre a qual o conjunto da Casablanca era montado.


Entre 1973 e 1977 foram produzidos dois modelos distintos de Chaparral, com duas embalagens distintas. O primeiro modelo do Chaparral foi produzido nos anos 1973 e 1974. O segundo modelo foi produzido entre 1975 e 1977. A primeira embalagem acompanhou o produto de 1973 a 1976, e a segunda embalagem entrou na série 1977.


A primeira embalagem do Chaparral era a seguinte (desenhada por Nelson Reis): 


 

A seguir a ilustração do brinquedo Chaparral como era produzido em 73 e 74. Na mesma ilustração aparece o conjunto A Conquista do Oeste, mas este será objeto de comentário mais adiante neste texto.



Interessante observar que a casa do Chaparral era uma versão de plástico da casa de madeira que acompanhava o Forte Apache Casablanca. Este modelo de casa sairia de linha em 1975, substituído pelo modelo que aparece na ilustração seguinte.


A partir de 1975 o Chaparral mudou. Aliás, todos os brinquedos da série foram perdendo detalhes e componentes ao longo dos anos 70. O modelo de Chaparral que foi produzido entre 1975 e 1977 foi o seguinte:



A embalagem que aparece no alto, à direita, da imagem é a que acompanhou o produto em 1977.


O conjunto ficou bem mais simples a partir de 1975 – um dos detalhes que foram suprimidos foi o portão da cocheira. Até 1974 o Chaparral vinha com dois portões – um principal e um na cocheira.


A quantidade e variedade dos animais e cowboys também foi reduzida.


A Conquista do Oeste


O brinquedo se chamou A Conquista do Oeste até 1974 e, a partir de 1975, voltou a se chamar Caravana, nome original da época da Casablanca.


A ilustração da embalagem foi a mesma de 1973 até 1979, e reproduzia a imagem do cartaz do filme “Custer of the West” estrelado por Robert Shaw.

O cartaz do referido filme era o que segue:



Abaixo, a embalagem do brinquedo:



Como comentamos anteriormente neste texto, o brinquedo Caravana surgiu na época da Casablanca como uma caravana de cowboys, acompanhada de figuras de índios. Na fase Gulliver passou a ter, também, figuras de soldados da cavalaria. Nos anos 1975 – 1977 foi um brinquedo quase que exclusivamente militar.


1973 marca a entrada em cena das carroças de plástico, em substituição à madeira. A seguir uma ilustração das primeiras carroças de plástico, que foram comercializadas em 1973 e 1974. Repare na riqueza de detalhes e cores:



As carroças também eram vendidas de forma avulsa. Note abaixo como suas sucessoras produzidas a partir de 1975 perdem detalhes:

 

 

O conjunto A Conquista do Oeste produzido em 1973 e 1974 vinha com três carroças, sendo duas cobertas e uma sem cobertura. A foto deste conjunto foi apresentada um pouco acima, juntamente com a foto do Chaparral.


O tecido de cobertura das carroças produzidas a partir de 1973 difere bastante do tecido utilizado por suas antecessoras. É um tecido bastante fino, fácil de furar ou rasgar. Seria utilizado até 1979.


A partir de 1975 predomina o aspecto militar no conjunto, que volta a se chamar Caravana. A novidade é que passa a integrar o conjunto uma tenda de acampamento militar. Entre 1975 e 1977 o conjunto seria composto por duas carroças e duas tendas. A tenda era do mesmo modelo utilizado no conjunto Independência ou Morte. As carroças produzidas neste período são de plástico na cor grafite ou marrom.


Abaixo a ilustração da Caravana produzida em 1977:



Os Apaches e Acampamento Apache


O conjunto Os Apaches foi produzido, com certeza, nos anos 1973 e 1974.

O conjunto possuiu duas versões de ilustração da embalagem, sendo uma com um desenho de guerreiros apaches em ação, e outra com uma foto do conjunto.


Este foi um dos conjuntos mais bonitos entre todos os lançados pela Gulliver. As novidades eram uma base de plástico pintada, sobre a qual o conjunto era montado, e as figuras dos índios sentados, cópia da Elastolin. A base de plástico era composta de duas metades encaixáveis.


Naqueles tempos ainda não havia Código de Defesa do Consumidor, de forma que era comum adquirir o conjunto e não vir na caixa as famosas figuras sentadas.


O conjunto era composto por:

3 tendas;

1 canoa;

1 totem;

10 índios;

1 cavalo.


Entre as figuras de índios se destacam, como comentado, as 5 figuras de índios sentados (em 3 posições). Os índios sentados só existiram neste conjunto e são extremamente raros. As figuras dos índios sentados são cópias das originais da Elastolin.


Abaixo a foto do conjunto. Abaixo da ilustração do conjunto aparece a ilustração de um dos modelos de caixa que acompanharam o conjunto.

 

Abaixo a ilustração do segundo modelo de caixa que acompanhou o conjunto.



Em 1975 retorna a denominação original Acampamento Apache, sem base, e com 5 tendas. O conjunto é produzido neste formato até 1977, conforme ilustração apresentada a seguir.

Nesta versão volta a integrar o conjunto o mesmo modelo de fogueira que acompanhava o Acampamento Apache da Casablanca.


Na ilustração é possível observar, no canto superior direito, a imagem que ilustrou a caixa do brinquedo entre 1975 e 1979.



Planície Selvagem

A Planície Selvagem foi um conjunto que só existiu na série produzida em 1973 e 1974. Consistia de uma base de plástico com a pintura lembrando uma planície, acompanhada por figuras de caçadores brancos, índios e búfalos. O conjunto vinha com 10 búfalos.


A ilustração da embalagem do conjunto era um desenho que representava caçadores e búfalos em ação.


Anteriormente apresentamos a imagem do conjunto Os Apaches. No canto superior esquerdo desta imagem é possível observar o conjunto Planície Selvagem. Abaixo uma foto do conjunto sem a base de plástico.



Diversos colecionadores mencionam a existência de um conjunto similar composto por uma base de plástico representando a neve, caçadores e ursos polares (os mesmos do conjunto Zoológico). Não temos imagem que comprove a existência deste conjunto, portanto fica apenas esta referência.


Itens Avulsos

Itens avulsos sempre foram comercializados, tanto pela Casablanca quanto pela Gulliver.

Na fase Gulliver da década de 1970 eram vendidos de forma avulsa, além das carroças, os seguintes itens:

- Cabana do Acampamento Apache;

- Cabana do acampamento da Caravana;

- Moinho do Chaparral;

- Canoa dos índios;

- Totem;

- Fogueira do Acampamento Apache.

Anos de 1978 e 1979

De 1973 a 1977 os itens produzidos e comercializados pela Gulliver foram bastante similares. Em 1978 a empresa deu um chacoalhada, repaginando toda a linha de brinquedos de faroeste. No volume I da Enciclopédia do Forte Apache já falamos sobre os dois modelos de Forte Apache (grande e pequeno) das séries de 1978 e 1979. Agora falaremos sobre os demais conjuntos das séries, que eram:

- Chaparral;

- Caravana;

- Acampamento Apache.

A produção da Casablanca no Brasil iniciou com apenas um produto, o Forte Apache, o qual era bastante rudimentar. Contudo, ao longo dos poucos anos de existência da Casablanca a quantidade de produtos em linha foi aumentando, a sua qualidade também, assim como a quantidade de detalhes dos conjuntos. O pico em número de detalhes ocorreu nos dois últimos anos de existência da Casablanca.

Na Gulliver ocorreu um movimento inverso – desde o seu início em 1970 os brinquedos da linha de faroeste foram paulatinamente perdendo detalhes, até hoje. Houve apenas uma exceção a esta tendência, que ocorreu na série lançada em 1986, a qual tinha mais itens e detalhes que sua série antecessora.

A série de 1978 e 1979 possuía uma característica única – todos os conjuntos vinham montados sobre uma base rígida.

Chaparral

O Chaparral seguiu a seqüência de perda de detalhes. As séries antecessoras a 1978 vinham com diversos animais, além dos bovinos, e com ferramentas de fazenda. A partir de 1978 o conjunto vinha apenas com animais bovinos, mesmo assim somente 5 unidades.

A novidade é que uma carroça passou a integrar o conjunto, na versão sem toldo. As carroças da série 1978/1979 eram iguais a suas antecessoras recentes, com dois detalhes: todas eram em plástico vermelho, e, na versão com toldo, vinha a inscrição “Forte Apache”.

A ilustração da caixa do Chaparral era a mesma da série 1977, já comentada anteriormente. Abaixo, foto ilustrativa:

                        



1979 marcou o fim do Chaparral, nunca mais seria produzido pela Gulliver. Também seria o fim dos cowboys, a partir de 1980 os conjuntos teriam somente soldados, índios e mineradores.

A seguir foto do Chaparral da série 1978/1979

                         


Caravana

A Caravana da série 1978/79 possuía as seguintes características:

- Ilustração da embalagem – a mesma de suas antecessoras recentes;

- Vinha montada sobre uma base rígida;

- Compunham o conjunto duas carroças, uma com toldo e uma sem;

- Também compunha o conjunto uma barraca de acampamento militar;

- Figuras de soldados, índios e cowboys.

A seguir apresentamos reprodução do catálogo 1978 da Gulliver, com a imagem da Caravana. Na mesma ilustração aparece o Acampamento Apache, sobre o qual falaremos no próximo tópico.

                           



Acampamento Apache

O Acampamento Apache da série 1978/79 possuía as seguintes características:

- Ilustração da embalagem – a mesma de seus antecessores recentes;

- Vinha montado sobre uma base rígida;

- Compunham o conjunto quatro tendas índias, uma de cada cor (novida da série);

- Também compunha o conjunto uma fogueira, duas canoas, um totem e um cercado para cavalos;

- Figuras índios. 

Foi o último Acampamento Apache no estilo clássico do brinquedo.

 A partir de 1980

Como já comentado no volume I da Enciclopédia, e em outros artigos, a série de brinquedos de faroeste da Gulliver empobreceu bastante a partir de 1980. Foi o início da fase das figuras feitas no modelo da fábrica Italiana Atlantic, figuras estas que são produzidas até hoje pela Gulliver. A série Far West, produzida ao longo dos anos setenta, dá lugar à série Far West Story, nome este que iria até os anos 90.

A linha de 1980 (produzida até 1985) trazia dois modelos de Forte Apache, como comentado no volume I, quatro conjuntos de figuras em caixas e a carroça.

As figuras eram na cor do plástico, mas figuras serão objeto do volume III. Nas 4 caixas de conjuntos que compunham a linha vinham apenas figuras, nada mais, razão pela qual deixaremos para tecer maiores comentários sobre esta série no volume III.

Os Conjuntos eram:

- 7ª Cavalaria;

- Acampamento Apache;

- Touro Sentado;

- Descoberta do Ouro.

Apresentamos abaixo, para ilustração, imagens dos das caixas dos conjuntos Acampamento Apache, Descoberta do Ouro e Touro Sentado

                           

Carroça – a carroça produzida nesta primeira metade da década de 1980 era basicamente o mesmo modelo produzido em anos anteriores recentes, com as seguintes alterações:

- Era produzida somente na cor marrom;

- O tecido de cobertura foi substituído por um plástico amarelo;

- Os cavalos vinham na cor do plástico, sem qualquer pintura.

Abaixo ilustração da carroça desta série. Observem que os cavalos que aparecem na foto abaixo não são os originais deste modelo, pois os originais vinham sem pintura, apenas na cor do plástico. Mas a ilustração vale para que vejam como era a carroça.



Segunda metade da década de 1980

1986 trouxe um novo alento à linha de brinquedos de faroeste. O plástico das figuras foi substituído pelo vinil, houve o retorno da cor – as figuras passaram a ser novamente pintadas à mão, e com qualidade, e foram lançados diversos conjuntos, conforme relação abaixo:

- Acampamento Apache;

- Texas Express;

- Caravana

Foi, com certeza, uma aposta da Gulliver em algum vigor remanescente dos brinquedos de faroeste.

As figuras eram as mesmas Atlantic comercializadas a partir de 1980.

O Acampamento Apache vinha com figuras e 6 tendas.

A Caravana vinha com figuras e duas carroças. As carroças também eram vendidas em caixas unitárias. Os cavalos voltaram a ser pintados, e eram do mesmo modelo das carroças vendidas até hoje no mercado.

O Texas Express vinha com figura e um trem. Foi o único trem produzido na linha de brinquedos de faroeste.

Abaixo apresentamos as ilustrações dos conjuntos Acampamento Apache, Texas Express e da embalagem do conjunto Caravana.

                            



No conjunto da foto há sete tendas, mas o conjunto original vinha com seis.


                          


                          


As figuras que aparecem na foto não pertencem ao conjunto, mas a foto vale pela ilustração da caixa da Caravana.

A partir de 1990

A partir de 1990 os conjuntos complementares ao Forte Apache praticamente saíram de linha. Dizemos praticamente porquê não foram eliminados de todo. Durante boa parte dos anos 90 a Gulliver produziu cilindros de plástico com figuras. Alguns dos cilindros eram somente de figuras, mas outros poderiam ser vistos como um conjunto, mais especificamente os seguintes:

- Acampamento Apache – o cilindro trazia figuras pintadas à mão mais uma tenda índia, igual àquelas que aparecem na foto anterior, do acampamento 1985;

- Índios com ursos – cada cilindro trazia figuras de índios pintadas à mão e dois búfalos. Os búfalos eram produzidos na mesma fôrma utilizada nos anos 60 e 70;

- Caçadores com ursos – cada cilindro trazia figuras da descoberta do ouro pintadas à mão e dois ursos. Os ursos eram produzidos na mesma fôrma utilizada no conjunto Zoológico produzido na década de 70.

Até o ano de 2003 ainda foi possível encontrar estes cilindros em algumas lojas, principalmente do interior.

De tempos em tempos a Gulliver lançou, nas décadas de 1980 e 1990 algum conjunto especial de pouca repercussão. Abaixo, ilustrações de dois destes conjuntos:

                           


A linha atual

Em 2002 a Gulliver lançou a série Ação Total com figuras articuladas.

Anunciou, além do Forte Apache Ação Total, os seguintes conjuntos:

- Acampamento dos Apaches;

- Caravana de Confederados.

A seguir as ilustrações:

                           

 

                           

 

Os colecionadores se entusiasmaram porquê os dois conjuntos traziam diversos componentes dos anos 70. Contudo, o entusiasmo durou pouco. Estes conjuntos jamais forma vistos nas lojas.

Desta forma, os apreciadores de conjuntos de brinquedos de faroeste têm que se contentar, atualmente, com três modelos de Forte Apache, mencionados no volume I, e uma carroça avulsa (ilustração abaixo). São os únicos produtos ainda mantidos em linha pela Gulliver.

 

                             

 

                              

 

A história da produção de brinquedos de faroeste no Brasil é como a história de uma vida – nasceu em 1964, foi crescendo e se fortalecendo (década de 60, com mais conjuntos e mais detalhes), atingiu a plenitude com pleno vigor (década de 70), iniciou um lento processo de decadência (década de 80) e talvez esteja se aproximando de sua fase terminal.

Oxalá possa acontecer no Brasil fenômeno semelhante ao que ocorre no mercado Europeu, onde fábricas como Comansi e Jecsan estão relançando itens de faroeste de suas fases áureas. Isto na Espanha. Na Alemanha a Elastolin produz muitos itens de Forte Apache, e com excelente qualidade. Na França encontramos as figuras da Papo, de escala um pouco maior que a das figuras Gulliver, mas muito bonitas.

No nosso vizinho Argentina a produção de figuras Britains está a pleno vapor. E com preços muito bons.

Fica a interrogação final – por quê no Brasil não?

AUTORES EM ORDEM ALFABÉTICA
Marcos de Bem Guazzelli – colecionador de Curitiba/PR
Marcos de Vasconcelos Faria – colecionador de Angra dos Reis/RJ
Wagner de Azevedo Marques – colecionador de São Paulo/SP

FONTES CONSULTADAS PARA A REALIZAÇÃO DESTE TRABALHO
Para elaboração deste texto foram consultadas as seguintes fontes:
- Publicações
- Catálogos de produtos Gulliver de 1973, 1974, 1977, 1978 e 2002
- Sites
www.brinquedos.faroeste.nom.br

www.galeriadosbrinquedos.com.br

www.gulliver.com.br

www.mercadolivre.com.br

www.nosthalgia.kit.net

www.brinquedosraros.com.br

Colecionadores
Miguel Cerrato – colecionador de São Paulo/SP

Raul Aguiar – colecionador de Belo Horizonte/MG

Memória e acervos dos autores do texto
Os erros existentes neste trabalho são de responsabilidade exclusiva dos autores. 

Agradecimentos por ilustrações:
-
Alan – de São Paulo;

- Fernando Camargo;

- Marco Antonio – de São Paulo;

- Miguel Cerrato;

- Raul Aguiar;

- Roberto Coelho;

- Rogério Carvalho;

- Sidnei Diana;

- Tiago Avelino.

Se alguém encontrar uma ilustração sua neste texto, sem o devido crédito, é só enviar mensagem para mguazzelli@uol.com.br que providenciaremos a inserção do seu nome.





Comentários

Enviar comentario

De: Paulo R. Silva Pereira
Gostaria de saber quando a Gulliver fará um lançamento e tanto para os amantes de seus cenários de faroeste? Quantas foram as vezes em que eu entrei no site da Gulliver para saber sobre algum lançamento de renome, como seria este!


De: Juan Carlos
Prezado agradeço muitissimo pela tua iniciativa a qual me fez recordar 40 anos passados, bom mas vamos tentar ajudar no que puder quanto aos detalhes: - O Acampamento Apache (eu chamava de acampamento índio), me recordo que para cada canoa havia um índio de joelhos para ficar bem acomodado dentro da canoa e o remo (acho que do lado direito do índio). As cabanas índias eram num azul cor entre o médio e o escuro; as pinturas eram na base e em desenhos no corpo da tenda. - Caravana, cara como brinquei, me lembro que vinha na caixa 5 unidades: 3 com lona e 2 sem lona, todas com 4 cavalos. Me parece que trazia pequenas caixas de plástico (cor marrom) que eram transportadas dentro das carroças; vinham em dois tamanhos e pasme, a tampa da caixa abri. - Fort Rin-Tin-Tin, como meu grnade sonho era o forte apache, mas meus pais não podiam comprar a época, tive que esperar, e a espera valeu pois tenho-o na caixa original até hoje, se não me falha a memória vinha com menos soldados e índios do que o forte apache, porem com as miniaturas do Cabo Rusty e do Pastor Alemão Rin-tin-tin - Chaparral, me recordo bem que havia grande variedade de animais e que a base de encaixe da cerca era na cor verde, infelizmente ela veio (talvez defeito de fabricação) com muita ondulação, portanto para montar a cerca tinha que apelar para um livro (rochedo) ou pé da cama (arvore). Cara muito obrigado pela tua iniciativa fez-me passar umas duas horas de EXCELENTES recordações Abçs Juan Carlos


De: lima-np@hotmail.com
tenho o zorro da trol,,,procuro para troca ,,,cavalos ,fantasma ,ou ocas indigenas


De: Gilson Trindade
Recordo muito meus tempos de criança,nunca tive um forte apache,por meus pais não poderem comprar,comprei para meu filho,de 3 anos, um Batalha Total(34 peças),mas vejo que a qualidade não é a mesma de antigamente.


De: David Finamor
o nome da fabrica argentina que faz as cabanas se chama : Oklahoma


De: Fabio P e Silva
Parabéns pelo magnífico espaço. Dá para a gente viajar no tempo através das recordações. Possuo uma Caravana de 1966 ainda na caixa original e às vezes fico relembrando as brincadeiras. Outro dia abri a caixa de "víveres" e ainda havia arroz que eu havia guardado ado era criança. A caixinha de rifles ainda tem as armas dentro. É muito legal. Abraço a todo - Fabio - fpsilva@terra.com.br


De: Daniel Siqueira
Bem, fico emocionado de ver tantos comentários bacanas sobre essa nossa fase de nossas vidas.Nunca tive um Forte Apache, mas até hoje guardo com muito carinho os meus índios. Ganhei-os nos meados dos maravilhosos anos 70!!


De: tadeu m. buono
CONCORDO PLENAMENTE COM VCS , NÃO SE FAZEM BONECOS DA SÉRIE FORTE APACHE MAIS COMO ANTIGAMENTE .SERÁ QUE NENHUMA FÁBRICA VAI ABRAÇAR ESTA IDÉIA E COMEÇAR A FABRICAR NOVAMENTE , NO MESMO ESTILO E COM TODOS OS SETS COMPLETOS ? AS FÁBRICAS ESTÃO PERDENDO DINHEIRO , E NÓS , ADMIRADORES ; PERDENDO OS NOSSOS BRINQUEDOS FAVORITOS .


De: jorge luis santana
será que os donos da Gulliver, ou casa Blanca,não perceberão a falta que nos vais,a desativação das duas empresas,hoje em dia não tem mais brinquedo


De: jorge luis santana
será que os donos da Gulliver, ou casa Blanca,não perceberão a falta que nos vais,a desativação das duas empresas,hoje em dia não tem mais brinquedo


De: René Cardoso
Outros fabrincantes perceberam que colecionadores respondem até 80%da venda mundial,que dia a Gulliver vai acordar para os colecionadores brasileiros?


De: Billy
Com sua iniciativa, o Forte Apache terá ainda muitas gerações pela frente. A Gulliver lançou novas embalagens com mini forte apache, animais e fazenda