DIVERSOS – JANEIRO DE 2008



1. Entrevista

No mês de dezembro de 2007 solicitei uma entrevista com o presidente da Gulliver, para publicar aqui no site, mas ainda não foi desta vez que tivemos sucesso. Um dia, tentarei novamente.


2. Memórias de um colecionador

Minha história da paixão pelos brinquedos de faroeste da década de 60 não é muito diferente das histórias dos demais que viveram aquela época, e que já escreveram para este site.

Sou de 1959, e lá pelo ano de 1964 já gostava de assistir aos filmes de faroeste, em especial aos que tinham os índios com cavalos malhados. Eram grandes produções americanas, com batalhas incríveis entre a cavalaria e os índios.

Lógico que tudo em preto e branco.

Era comum passar os filmes à tarde durante a semana.


Além desses filmes, gostava de assistir as séries do Durango Kid, Rin-Tin-Tin, Zorro com o índio Tonto, Zorro da Disney, Chaparral, Bonanza e outros.


Nesta época em São Paulo eram vendidos os brinquedos da Casablanca, que eram perfeitos nos detalhes e na pintura, com os tamanhos proporcionais entre as peças (cavalo, mocinho, carroça, etc.). Vinham em saquinhos plásticos com algumas peças. Com isto ia comprando avulsos os modelos e cores que me interessavam. Comprando é maneira de dizer, pois ganhava da minha mãe, avó e tia.

 
Além das figuras, comprei separadamente a diligência com o cocheiro e a carroça puxada a bois com o pano branco (tipo caravana do Oeste). A diligência é uma jóia rara, pois é perfeita em todos os detalhes.


Na época, pedi para os meus pais, de Natal, o Forte Apache e acho que até hoje foi o meu melhor presente de Natal. Lógico que proporcional a cada fase da minha vida.

Minha casa tinha quintal grande de terra e adorava brincar fazendo histórias como se fosse num cenário real.


Pintei alguns cavalos de índio, fazendo manchas e deixando-os malhados como os verdadeiros.


Minha mãe fazia saquinhos brancos de arroz e eu transportava na carroça como mantimento. Era muito legal!

Quando tinha uns 9 anos meu pai comprou um sítio de 10 alqueires, a 50 km de São Paulo e lá brincava de verdade, pois tinha uma roupa de faroeste que minha mãe fez, até com o colete e mais os outros apetrechos como chapéu, bota de couro e um cavalo de verdade, que era manso.

Aliás ando a cavalo até hoje e sempre que posso vou a exposições dos cavalos da raça Paint, que é a raça dos cavalos dos índios americanos.


Tinha também um cinto com o coldre e 2 revólveres de espoleta do fabricante Estrela, que imitavam um calibre 38. Um era preto com o cabo marrom e outro prateado com o cabo preto. Eram idênticos aos verdadeiros, tanto é que anos mais tarde foram proibidos de serem fabricados, pois começaram a usar esses revólveres de brinquedo para assaltos. Foi o começo da violência no país.


Na época meus 4 irmãos até brincavam um pouco de faroeste comigo, mas era mais por influência minha, que gostava muito. Eles tinham Autorama, navio Viking e outros brinquedos época. 

Mesmo crescendo guardei tudo, menos os revólveres, que sumiram nas mudanças e reformas de casa.

Até hoje tenho tudo guardado em caixas, já que não tenho espaço para deixá-los em exposição permanente.

Em 1998, numa terapia e volta aos bons tempos de criança, consertei os que estavam sem braço, perna e cabeça e pintei todos em cada detalhe (bota, colete, chapéu, etc.). Fora isto, preguei o forte apache onde a cola soltou com o tempo, tratei dos ataques de cupins e envernizei para proteger mais.

Na reconstituição dos cavalos e bonequinhos, usei cola de secagem rápida para colar os braços, cabeças e pernas e durepoxi para moldar as partes que tinham se perdido.

Só cavalos tenho uns 60.

Mas é tudo muito frágil e quebradiço, já que o plástico tem mais de 40 anos e ficou ressecado com o tempo.

Neste mesmo ano de 1998, comprei um trem elétrico, que sonhava ter quando era pequeno, mas na época, além de ser muito caro, só tinha pequeno, desproporcional ao tamanho dos mocinhos e cavalos. 


Ter guardado tudo, por tanto tempo achei, que era coisa de louco, mas ao conhecer o site Brinquedos de Faroeste descobri que há mais "loucos" como eu.

Para compartilhar as lembranças desta época, seguem abaixo fotos dos meus itens.

Marcos Valle Verlangieri, de São Paulo.

 

 
3. Criação de colecionador

O Cassiano Olegário Costa, do Rio Grande do Sul, nos envia imagem do Chaparral que ele criou:

 

4. Nova aquisição

Aproveito o espaço para mostrar imagem do maravilhoso item que adquiri agora em janeiro, para a minha coleção de revólveres. Uma peça neste estado, na caixa, não é fácil de encontrar. As fotografias foram tiradas pelo amigo que me vendeu o item.

Por dento a caixa está datada como 18/05/1964.

 

 

5. Site de dioramas

O Marco Loiacono descobriu um interessante site de dioramas, e nos enviou o link:

http://www.michdioramas.ch/?t=0&p=pages/page002a054.php

Nos enviou, também, imagens de diorama:



Obrigado Marco.

6. Miniaturas em papel

O Gustavo Cantieri nos mandou o link de um site de miniaturas em papel: www.juniorgeneral.org/19thcentury.htm#oldwest

Obrigado Gustavo.

7. Fim de ano em Balneário Camboriú

Nesta virada de ano completei 30 anos de “veraneios” em Balneário Camboriú.

Na primeira oportunidade, 1977/1978, eu era um menino de 8 anos, louco por Forte Apache. E logo que cheguei a Camboriú identifiquei onde estavam os tesouros – na Casa da Sogra.

A Casa da Sogra era uma loja de brinquedos localizada numa casa na avenida central de Camboriú. Tinha muito brinquedo de faroeste, e eu me interessava mais pela loja do que pela praia propriamente dita (que era um paraíso).

Uns 4 anos depois a Casa da Sogra mudou para o outro lado da mesma rua, mas continuou sendo loja de brinquedos, e sempre com brinquedo de faroeste. Muitas vezes os brinquedos eram montados em suas amplas vitrines.

Eu nunca conheci o proprietário da Casa da Sogra, mas devia ser mais um fã de brinquedos de faroeste.

Neste novo local a Casa da Sogra permaneceu por cerca de 20 anos, e já era quase como “alguém da família”. Até que no ano de 2002, na época da copa do mundo, fui a Camboriú e a Casa da Sogra havia desaparecido, sem deixar vestígios. No seu endereço já estava instalada uma loja de sapatos, e era como se a Casa da Sogra nunca tivesse existido.

Ficou só na memória dos que a conheceram, uma vez que nunca tive a iniciativa de fotografá-la.

Pois bem, a novidade em Camboriú para a temporada 2007/2008 era o novo Balneário Camboriú Shopping Center. Fui conhecê-lo e lá tive a felicidade de encontrar uma loja chamada “Loja França”. Grande, bonita, exclusivamente dedicada a brinquedos, e com um bom espaço destinado ao Forte Apache, como pode ser visto na imagem abaixo:

 

Um dos que aparecem na foto já está na minha casa.

Vida longa à Loja França!

Marcos Guazzelli
Janeiro de 2008





Comentários

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De: Marceloct2009@hotmail.com
Sou de 68 e no sitio do meu eu vivia o dia inteiro brincando de forte apache. Viva o forte apache.Hj (Red Dead Redemption) do Xbox é tudo d bom.


De: joao gustavo
eu tenho 13 anos sou fanatico por forte apache,junto a alguns amigos.Tenho muitas figuras pintadas,e ja providenciei outras viva o Forte Apache!


De: jorgetitas
MARCO EU TENHO UM ROB QUE TAMBEM SO FAN DE FAROESTE,SOU DE SOBBRAL ESTOU MUITO ADIMIRADO COM O QUE VIE,VC TA DE PARABENS POR TER CUITIVADO SUA EPOCA.


De: http://eshops.mercadolivre.com.br/tenejinha/
Parabéns a todos os colecionadores de itens forte apache , vejam http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-114045515-diligncia-em-miniatura-


De: http://eshops.mercadolivre.com.br/tenejinha/
Parabéns a todos os colecionadores de itens forte apache , vejam http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-114045515-diligncia-em-miniatura-


De: Fernando Sales
Marcos , vc não está sozinho neste fascínio. Sou de 57, e infelismente as minhas miniaturas se perderam no tempo por diversos motivos.Parabens! contat