COMANCHE – MAIS HISTÓRIA



Amigos, o conteúdo deste texto é um oferecimento do Gilmar Rede, que vasculhou arquivos e encontrou as informações.

Em março de 2014 estive em Barcelona e me encontrei com o Sr. José Garcia Francos, ex-sócio da Indústria de Brinquedos Comanche. Na oportunidade, como vocês já puderam ler, ele me revelou que deixou rapidamente o país no momento em que todas as contas bancárias da empresa foram bloqueadas pelo governo Brasileiro. Segundo ele, o bloqueio decorreria de um problema que um dos seus sócios teria com o governo Brasileiro (ele não me falou que problema seria este).

Pois bem, o Gilmar Rede pesquisou e descobriu nos arquivos judiciários informações de um processo de 1970 onde aparecem os nomes dos três sócios da Comanche:

- José Garcia Francos;

- Abderraman Muley Moré; e

- Gerasime Nicolas Rozikis.

E o sócio que tinha problemas com o governo era o Abderraman. O Gilmar aprofundou a sua pesquisa e encontrou a seguinte notícia de jornal:

A notícia é do jornal Correio da Manhã, de 20 de abril de 1967 (antes da própria Comanche, portanto). Segundo a notícia:

- O Abderraman, Espanhol de Barcelona, foi preso por, segundo a acusação, ter obtido de forma fraudulenta os seus documentos para viver no Brasil;

- O governo achava que ele atuava no Brasil como espião (isto tem todo o cheiro de ser paranoia da época). Espião a serviço de qual potência internacional?

- Ele viveu 7 anos em Cuba (até 1961) e, segundo a reportagem, era acusado de auxiliar Fidel Castro a derrubar Batista. Ou seja, seria um agente comunista. Só que enquanto lutava pela derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista, Fidel Castro não contou para ninguém que era comunista. Segundo ele, lutava pela liberdade e pela democracia, e sua luta contava com o apoio Americano e com o financiamento entusiasmado dos grandes empresários cubanos, liderados pela família dona da Bacardi. Só algum tempo após tomar o poder Fidel declarou ao mundo: “Surpresa...sou comunista e implantarei aqui a ditadura do proletariado”. Ou seja, se Abderraman de fato exerceu alguma atividade de apoio à tomada do poder por Fidel, não fez nada diferente do que os demais empresários Cubanos e o próprio governo americano fizeram;

- Agora a cereja do bolo da reportagem. Segundo consta, Abderraman tinha à época (1967) uma fábrica de brinquedos no Rio de Janeiro (só pode ser a Fanabri, e isto casa com as nossas informações de que um dos sócios da Comanche era o dono da Fanabri). Pois bem, segundo a reportagem o “perigosíssimo” Abderraman produziria em sua fábrica, pasmem, “miniaturas de guerrilheiros para incutir na juventude brasileira o espírito bélico e o amor pelas armas”. Não é incrível? Os “guerrilheiros” produzidos pela Fanabri eram apenas miniaturas de soldados da guerra do Paraguai, que visavam retratar os feitos gloriosos do exército brasileiro naquele conflito. E, segundo as informações que eu tenho, o principal mercado para os brinquedos da Fanabri era as famílias da Vila Militar do Rio de Janeiro.

Bem, como o fato acima narrado é de 1967, e o Sr. Francisco Garcia Francos deixou o Brasil em 1970, é possível deduzir que Abderraman deixou a prisão mas seguiu tendo problemas a resolver com o governo, problemas esses que acabaram desembocando no já referido bloqueio de bens.

Parabéns ao Gilmar pela obtenção das informações.

Até a próxima!

Marcos Guazzelli

Julho de 2014

PS: o texto já estava com o pessoal que atualiza o site, mas ainda consegui pegá-lo a tempo de escrever este PS.

No texto eu ironizo a paranoia de que Abderraman Muley Moré fosse um espião internacional no Brasil. Espião de quem? Mas após já ter escrito e enviado o texto resolvi, por curiosidade, pesquisar o nome no Google. E encontrei algumas informações interessantes:

- Abderraman era policial espanhol, de tanta confiança que chegou a ser segurança pessoal do General Francisco Franco, então ditador da Espanha;

- Em meados dos anos 50 alguns revolucionários espanhóis viajaram para Cuba, para se engajar em “la revolucion”. Franco, então, infiltrou Abderraman no movimento e o enviou a Cuba como revolucionário, com o nome falso de Manuel Rojas;

- Curiosidade: existem 3 teorias principais para o assassinato do presidente Kennedy: a) Lee Oswald agiu por conta própria (teoria oficial), b) agiu a mando da máfia americana, c) agiu a mando do governo Cubano (esta é a teoria na qual acredito). Nos arquivos de investigação do assassinato o nome Manuel Rojas é citado;

- Em 1961 os revolucionários retornam para a Espanha e criam um grupo terrorista chamado DRIL. Começam então a praticar atos de terrorismo com o objetivo de implantar o comunismo naquele país. Em algumas ações se aliam a grupos comunistas de Portugal. Abderraman segue com eles, mas não existe clareza suficiente nas informações disponíveis na internet para sabermos se ele ainda atuava como agente infiltrado do presidente Franco, ou se a esta altura já havia se convertido ao comunismo e agia por amor à causa;

- O governo espanhol começa a apertar a repressão aos terroristas do DRIL, e eles acabam se espalhando para outros países europeus, a maioria indo para a Bélgica. Não se fala mais de Abderraman, mas deve ser neste momento em que ele aparece por aqui, e se instala como empresário.

As informações estão em: http://gara.naiz.info/paperezkoa/20101218/238556/es/Begona-Urroz-Policia-Espanola-estaba-infiltrada-comandos-que-pusieron-bombas





Comentários

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De: H
Abderramán Muley Moré, conocido en el DRIL como "Manuel Rojas", nació en 1923 en Barcelona y parece que falleció en 2010 en Santa Cruz de la Sierra (Bolivia). Fue detenido en Lieja (Bélgica) a comienzos de agosto de 1960 (tú sitúas por error esa detención en 1961). Otro de los del DRIL detenidos en Lieja era hermano del espía franquista o supuesto espía franquista Luis M. González-Mata "Cisne", lo cual añade mayor extrañeza a todo el asunto de las bombas del DRIL de finales de junio de 1960 en estaciones de tren en España (bombas que ahora por cuestiones propagandísticas -murió una niña- se atribuyen a ETA). La justicia belga denegó la extradición de Muley a la España franquista. Expulsado del DRIL en 1961 en Brasil acusado de agente franquista (acusación contradictoria con el hecho de que un año antes los propios franquistas hubieran intentado extraditarle a España). P.D:_¿Gerasime Nicolas Rozikis no será por casualidad gerasime Nicolas Bozikis "Grego", del equipo de basketball del Botafogo? Como sale en la Wikipedia...


De: Stephan
Aposto que se a Gulliver produzisse figuras do Che Guevara, Stalin e Lênin o BNDES e o Banco do Brasil "emprestavam" milhões na hora...


De: Rodolpho Neto
O que esperar de "Governos" Autoritarios Comunistas Eles são Totalmente contra Brinquedos Desejam Fabricar Robos desde a Infancia Para Difundir seus Ideais . Hoje praticamente não Passa Filmes Wersten em TV aberta Armas de Brinquedo são Proidas tudo para eles não pode Este tempo ta Ruim


De: sylvio Maia
Pois é Roberto...O que nós precisamos em primeira mão, é saber quantos somos. Mas isso é assunto pra outra praça...Daqui a pouco o espaço do Guazzelli para comentários dos artigos, vai ficando cheio de conversa paralela...Abração a todos!


De: Cleso Brito
Legal demais a matéria, os comentários e esclarecimentos. Obrigado a todos.


De: Roberto Vasco
Marcos, gostaria de corrigir a última postagem, onde afirmei que conheci o ¨maior ¨colecionador de forte apache, peço desculpas pela afirmação,foi equivocada, não tenho conhecimento técnico para avaliar ¨coleções ¨somente posso afirmar que sou o menor colecionador.Gostaria novamente me desculpar com todos e dizer a Sylvio Maia que participaria da associação para recriar as antigas figuras gulliver/casablanca.


De: Sylvio Maia
Então é o seguinte pessoal. Abrimos uma associação, compramos as formas e montamos uma "fabriqueta"... Lotes divididos por cota conforme participação/investimento...rs...Bem, falando sem sonhar, o que não podemos e desistir da tentativa de "pressionar" e "catucar" até conseguirmos produzir essas figuras novamente...Uma hora a coisa acontece!


De: Roberto Vasco
Marcos, apenas para te avisar, armas de brinquedos não podem ser comercializadas, são segundo a lei 10.826/03, simulacros e estão proibidas de comércio, alguns colecionadores tiveram problemas nos correios com apreensão.Estas armas com ponteira vermelha, demonstram ser de brinquedo podem ser comercializadas lá fora, mas acredito que esbarrem em nossa legislação vigente.Caso queira consultar a lei 10.826/03 pegue um exemplar atualizado e comentado.


De: Roberto Vasco
Nesta semana de agosto de 2014, conheci o maior colecionador de forte apache do Brasil, não posso falar seu nome, pois não pedi autorização para isso, suas peças são todas no estilo Brinquedos Raros, perfeitas e bem conservadas.Falando sobre Gulliver, este me garantiu que a fábrica não irá reeditar nada, pois comercialmente falando não é interessante para eles, não existe mercado além de nós, saudosistas de plantão.Hoje não é mais politicamente correto o embate com os índios e, sequer filmes de cowboy são exibidos na TV, com exceção de cowboys e aliens (interessante)novas produções já não interessam.Tenho dois filhos e apenas um gosta do tema e vem se revelando um exímio restaurador e me acompanha sempre nas buscas pelo tema.Espero de coração que jamais acabe o interesse por forte apache, pois o cheiro mágico de madeira e plástico me fascina até hoje.


De: Jean Carlos
Que a Gulliver nunca irá atender seu enorme público de colecionadores, é evidente. Todos estão cientes disso. Mas o que expomos aqui são nossas opiniões quanto a essa atitude equivocada, e sobre como a empresa poderia reverter até facilmente sua situação pré-falimentar com ações criativas que honrassem a própria história.


De: Marco Tulio
A Gulliver não irá rel-lançar NADA com o intuito de atender ao mercado colecionista . É melhor que todos caiam na realidade quanto a isso ; infelizmente eles não estão dando conta nem da produção atual o que dirá da produção antiga que era feita na base de cópias de várias outras fábricas , cujos direitos de licenciamento provavelmente não eram honrados .


De: Jean Carlos
02) Claro, tudo isso não justifica a incompetência da direção da Gulliver. Eles tem uma marca ainda forte. Ainda tem muitas outras formas utilizáveis: figuras militares, medievais, naves espaciais, zoológico, fazendinha... Os filmes de super-herois estão bombando. Isso deveria ser aproveitado, relançando as velhas figuras (linha 1983) em conjuntos e embalagens caprichadas, que atraíssem tanto o colecionador como as crianças. Para figuras pré-1983, poderiam criar um "Collector Club", como a Matty, da Mattel, com vendas somente pela internet, avulsas ou por assinaturas. Enfim, as estratégias são várias. Falta pô-las em prática.


De: Jean Carlos
01) O fato é que ter uma fábrica de brinquedos no Brasil é uma tarefa absolutamente inglória. Os governos brasileiros, desde o final da década de 1980, parecem empenhados em f*** com o setor. Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma: TODOS deram sua "contribuição" em sucatear essa área que era uma das joias da indústria brasileira. Não sei como as decanas Coluna, Bandeirantes, Pica-Pau, Rosita e Xalingo sobrevivem. A Mimo só retornou por empenho dos filhos do fundador. A Estrela teve um salvador no engenhoso e honesto Carlos Tilkian. As inesquecíveis Atma, Glasslite, Troll ficaram pelo meio do caminho. A Gulliver infelizmente pode ser a próxima. Enquanto isso, os escravocratas chineses enriquecem, e os falsificadores paraguaios também. As crianças, ao visitarem lojas de brinquedos, são obrigadas a ler embalagens em inglês. Absurdo e injusto, tudo isso. Parabéns, governo brasileiro: você conseguiu acabar com a manufatura de brinquedos no Brasil.


De: Luiz Paulo Pizzutti - SP
Estive desligado ultimamente, em relação ao andamento e destino da Gulliver, desde que constatei que eles não vem participando mais da Abrin, somado ao fato de que em bate papo com o EX C.O. do Grupo Ri Happy/P B Kids, soube que estavam pré concordatários, com a produção paralisada,vendendo o estoque,e soube ainda através de ex designer da mesma, que dos donos, os filhos haviam debandado, até para outras empresas do ramo, e o velho patriarca estava tentando segurar a onda sozinho mas com seu gênio um tanto difícil. Os principais executivos de vendas também haviam se colocado em outras empresas. Logo fico feliz em saber que há sopros de vida, o site voltou e algo pode ressurgir, mas as dificuldades são imensas, na prática. Quanto aos gerentes e funcionários de lojas do Grupo RH/PBKids, que mudou de controle, como todos sabem, hoje não sabem dizer nem o que vão ter para vender no dia seguinte. Experimentem perguntar sobre Gulliver, Playmobil a até Marvel e DC, que ficarão absolutamente desinformados com certeza. Sem dúvida mais uma involução.


De: Luiz Paulo Pizzutti - SP

Sensacional a matéria pesquisada pelo Gilmar com comentários muito pertinentes do Marcos Guazzelli. Vivi a época da repressão e nãotenho dúvida de que algum censor ou jornalista mal informado possa realmente ter tratado como miniaturas revolucionárias com o fito de disseminar a idéia comunista entre as crianças, as próprias miniaturas históricas da Guerra do Paraguai que eram fabricadas em cima de figuras da Britains Guerra Civil Americana. Que absurdo !!! Mas muito interessante.




De: José
No meu ponto de vista, a gulliver deveria dar uma chance e escutar o pessoal ligado a forte apache, uma galera forte tipo o Guazzelli,Blog fortes de madeira, a galera da comunidade do facebook ligada a forte apache, onde há gente dedicada a colecionar,criar fortes, customizar e pintar figuras e tematicas sobre o velho oeste.


De: José
Olá Galera: Ref. Sylvio Maia sobre Gulliver Haveria alguma alternativa cogitada em caso de as formas ficarem aquem da qualidade esperada tipo se pensar eventualmente- se isso, óbvio for viavel - usar impressora 3D para fazer os soldados de plástico? Aliás, impressoras 3D já estão com custos acessíveis e plausíveis de produzirem soldados de plástico nas escalas 1/32 ou 1/35? Agora,no meu ponto de vista, a gulliver manter a linha atlantic é "mais do mesmo"! Por que não pensar em algo novo, tipo uma permissão ou licenciamento da britains,airfix ou da paragon para fabricar uma nova linha forte apache, sem claro abrir mão da clássica geração de ouro dos anos 70/78? Quanto a novos tipos de forte, a própria paragon soldiers tem um modelo deles que eventualmente, através de entendimento, poderia ser pensada numa fabricação sob licença.


De: Sylvio Maia
Contato " Faixa Preta da Gulliver me informou: Já fazem 3 anos que tentamos lançar pelo menos um set da fase 70/78, mas esbarramos em alguns impedimentos tais como: Formas antigas, devido ao uso intenso, apresentaram muitas rebarbas nas provas, dessa forma não passaram pelo controle de qualidade. As novidades são: O Texas Express será relançado...Os Fortes da fase atual, serão lançados seguindo a mesma linha, digo, com as mesmas formas. O que muda, são as novas tintas que estamos usando nas figuras." No mais, consegui algumas provas em cor carne da "fase de ouro", através desse "canal". Curioso foi constatar que essas provas eram feitas de um plástico bem mais rígido, tornando a figura mais pesada. Contudo, são espetaculares e deram um levante importante na minha coleção pessoal. Ótimo artigo!


De: wagner - brinqtoys
Sim ! Havia entrado no site da gulliver mas não tinha reparado a ausência da identificação Fort Apache na Placa frontal sobre os portões !!! Estranho isso !!! Sera que houve um erro na composição da foto ou sera algum conflito de utilização de marca. Na ultima Abrin tentei um contato com ex gerente de MKT da Gulliver mas este não acrescentou nada a mais que nos já sabemos. Atualmente ele esta na Buba uma empresa importadora de brinq e miniaturas. Conversei esses dias com gerente da Ri Happy e este me informou que o fornecimento de produtos Gulliver esta irregular e eles tem apenas mais alguns itens do estoque antigo de Forte Apache.


De: Marcos Faria
Sobre lançamento do cinquanta anos: Tenho informação atraves de um filho de um representante comecial da Gulliver que nem da feira de brinquedos deste ano empresa participou. Algum lançamento de edição comemorativa ou similar é improvável. O que surgiu timidamente foram as caixas madeira desta promessa o que viria dentro desconheço. Pretendo em breve conseguir falar com esta pessoa e obter mais detalhes. No mais aquela coisa: sou brasileiro e não desisito nunca (mesmo perdendo de 7 a 1).


De:
Além de não ter cultura de preservação e orgulho de nossa própria história ainda os dirigentes ainda prejudicam até a diversão da classe média baixa em seu lazer e hobby ainda que c a cultura de outros países na forma de brinquedos. Será que com tanta teconoligia ainda precisamos esmolar um reprodução destes itens dos anos dourados (60e70)? Nunca se dignaram nem a contar a propria história.Façamos a nossa parte este site é um exemplo.


De: cassiano olegario
e notem que nenhum dos três fortes anunciados no site da gulliver tem o nome FORTE APACHE na tabuleta do portao, o que está anunciado como ação total tem os mesmos personagens estáticos dos outros dois!" Liguei para o SAC da gulliver e fui informado que o ação total com os personagens articulados já se encontra fora de linha


De: Jean Carlos
Wagner/Brinqtoys, a Gulliver reformulou seu site, reduzindo drasticamente seu catálogo. No momento, são divulgados somente jogos clássicos como Damas e Xadrez, brinquedos de praia, brinquedos para a primeira infância (principalmente blocos para montar, ao estilo "Lego") e... o Forte Apache, em três versões rebatizadas, ainda utilizando os mesmíssimos moldes Atlantic dos anos 1980. Se houver algo para comemorar neste cinquentenário do brinquedo, será apenas a sua manutenção neste ano festivo. E olhe lá. Foram divulgados três tamanhos/tipos de Forte: o primeiro, menor e com figuras sem pintura, se chama "Batalha Apache"; o segundo, também pequeno e com figuras pintadas, "Ação Total Apache"; e o terceiro, um pouco maior e com figuras também pintadas, "Super Batalha Apache". Não há fotos detalhadas deste último Forte. A Gulliver também finalmente lançou sua página oficial no Facebook. O endereço oficial é este: https://www.facebook.com/pages/Gulliver-Brinquedos/1392224827706504. A maioria das mensagens recebidas pela página é de colecionadores pedindo relançamentos de figuras clássicas (Faroeste, Super-Herois, Militares), e até enviando sugestões de "blisters" e embalagens para esses sonhados (e impossíveis, convenhamos) relançamentos.


De: WAGNER ( brinqtoys)
Algum dos amigos tem noticias da Gulliver ?? Temos observado que o Forte Apache desapareceu das grandes redes varejistas.


De: Jean Carlos
Olha, vocês realmente são um misto de arqueólogos e historiadores. Conseguir informações difíceis como essas, em uma área tão injustamente desprezada como a do colecionismo de brinquedos de Faroeste, é para aplaudir de pé! Parabéns!


De: WAGNER ( brinqtoys)
Certamente uma vida nada fácil para fabricantes de brinquedos de faroeste ... Casablanca, Fanabri, Comanche, Trol e mais recentemente tivemos o caso da Gemini que era a grande importadora de play sets da Newray, Chap Mei, Supreme e outros que acabou sendo fechada e teve um triste caso criminal.


De: Gilmar Rede
Eu acredito que Abderraman foi um revolucionário, mas quando veio para o Brasil creio que esta fase da sua vida já tinha acabado e ele queria realmente se tornar um empresário no ramos dos Brinquedos, mas infelizmente seu passado veio atrás e isso não foi possível. A vida da Comanche não foi fácil, quando não foi a Casablanca impedindo a venda dos seus produtos veio o governo e acabou de vez com tudo.