DIVERSOS - NOVEMBRO DE 2012



1. Foi um Virgínia City que passou perto de mim...

Amigos leitores, quais as chances de se conseguir em pleno 2012 um Virgínia City na caixa, quase intacto? Muito próximo de zero.

Pois bem, estava eu em meu trabalho, na metade de outubro, quando recebi de um leitor a imagem abaixo, indagando qual seria o valor do brinquedo.

Como sou justo nas minhas avaliações, informei o valor que eu acredito que o brinquedo vale, um valor bem alto, mas que não revelarei aqui.

O leitor, então, me perguntou se eu pagaria aquele valor, e eu informei que sim. Mas informei que havia um empecilho, no dia seguinte eu embarcaria para o exterior e ficaria 15 dias fora do país.

O leitor disse que não havia problema, que o brinquedo era do irmão dele, e que aproveitaria esses 15 dias para fazer contato com o irmão e pegar o brinquedo. Disse ainda que enviaria para o meu endereço, sem que eu pagasse nada, e que eu só pagaria depois de examinar o brinquedo com os meus olhos, se eu concluísse que realmente estava em bom estado. Disse mais, que fazia isto pela minha dedicação ao tema, que se alguém merecia ter este brinquedo na coleção este alguém era eu.

Fiquei lisonjeado, e embarquei para a minha viagem acreditando que minha coleção finalmente seria coroada com um Virginia City.

Mas eis que, durante a viagem, recebo um e mail de um comerciante de brinquedos antigos, de quem já comprei ótimos itens, com a mesma foto apresentada acima, perguntando se eu teria interesse no brinquedo. Informei que sim, que eu tinha interesse, mas comecei a sentir que o tão sonhado Virginia City se afastava de mim.

Referido comerciante fez uma proposta de preço, com a qual concordei, mas que era bem inferior ao valor estabelecido com a primeira pessoa a me enviar a imagem do brinquedo.

Bem, eu e o comerciante fechamos o negócio, e ele informou que pegaria o brinquedo com o proprietário original numa 6ª feira, e eu deveria pagá-lo na 2ª. Tudo bem.

Na noite da tal 6ª feira recebi um e mail do comerciante me informando que infelizmente não havia dado certo. O proprietário original não respeitou o acordo que tinha com ele e resolveu promover um leilão. Como ele, comerciante, precisava de uma margem de lucro entre o valor que pagaria pelo brinquedo e o valor que me venderia,tinha um limite que poderia pagar, e acabou perdendo o tal leilão por R$100,00.

Quando retornei ao Brasil recebi um e mail do leitor Alfredo Manhães, informando que ele havia sido o feliz adquirente do Virgínia City. Por um valor que era exatamente 50% do valor que eu havia estabelecido com a primeira pessoa que me ofereceu.

O Alfredo Manhães, gentilmente, enviou imagens do conjunto recém adquirido. Babem:


Observem que, entre outras preciosidades, a carroça do conjunto ainda está com suas rédeas originais.

Fico triste por não ter adquirido este conjunto, mas feliz por ele estar nas mãos de um colecionador, que irá conservá-lo.

Depois desta história toda entrei em contato com a primeira pessoa que me ofereceu o brinquedo, perguntando se havia novidades. Ele informou que ainda não tinha conseguido falar com seu irmão.

Complemento - após a publicação deste artigo o colecionador Marcos Avelar descobriu que o brinquedo foi leiloado por leiloeiro. Segue o link:

http://www.mozartleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=38819&ctd=1&tot=869

Uma pena que eu e a maioria dos colecionadores não temos tempo para acompanhar todos os leiloeiros. A prova disto foi o leilão deste espetacular conjunto, o sonho de 10 em cada 10 colecionadores de brinquedos no Brasil, e quase ninguém ficou sabendo de sua ocorrência. Serve também como um sinal de falência deste modelo tradicional de leilões, afinal o preço final alcançado pelo produto foi uma fração do que poderia ter sido alcançado se os colecionadores estivéssem cientes de sua ocorrência. O próprio Marcos Avelar disse que cobriria o meu lance alto, aí eu cobriria o dele, e assim seria, até atingir um valor várias vezes superior ao preço final do leilão tradicional.

2. Exposição de brinquedos

O Shopping Center Breithaupt (creio que seja este o nome), de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, resolveu fazer uma exposição de brinquedos antigos no mês do dia das crianças, e convidou o nosso amigo Tadeu Mahfud para expor. Seguem imagens:


Parabéns ao Tadeu e à administração do Shopping, por investir na divulgação do colecionismo de brinquedos.

3. Cavalo número 1.1

O filho do colecionador Roberto Vasco Teixeira Leite restaurou um cavalo Casablanca que estava com as patas quebradas. Na sequência, viu aqui no site o texto em que falo do famoso cavalo Número 1 do colecionador Marcos Faria. E resolveu homenageá-lo, pintando seu cavalo restaurado nas mesmas cores do Número 1. Surgiu assim o Número 1.1. Segue imagem:

4. Da série “O faroeste não morreu”

Eu e minha esposa passeávamos pelo centro de Curitiba e eis que encontramos uma loja onde havia uma tenda índia à venda, bem no estilo das que faziam sucesso no início dos anos 70. Segue imagem:

5. Restaurações e figuras femininas

O colecionador Marcos Faria enviou imagens de suas restaurações mais recentes. Segue:

Ele também enviou imagens de figuras femininas na sua cidade Papai Noel. Segue:

6. Fortes de madeira

O Colecionador Solon Soares voltou a produzir fortes de madeira. Ele enviou imagem de um trabalho recente:

Ele mantém um blog sobre o tema, e o endereço é: http://fortesdemadeira.blogspot.com.br

7. Tarzan

O colecionador Richard Kyaw restaurou uma figura do Tarzan original da Gulliver, e posicionou-a corretamente na árvore. Seguem imagens:

Ele também enviou a imagem de um conjunto de 1970 da Dulcop. Item oficial, licenciado pela Disney.

 

8. Em Buenos Aires, no rastro do colecionismo

O leitor Augusto Carvalho esteve em Buenos Aires recentemente, e produziu uma atualização para o texto que eu publiquei em 2011 com o título de “Em Bueno Aires, no rastro do colecionismo”. Segue:

Bom dia Marcos, meu nome é Augusto, sou do RJ e tenho uma ampla coleção de brinquedos, que vão desde carros clássicos, brinquedos nacionais (estrela, trol, atma, etc...), super heróis, autoramas, índios e cowboys e alguns itens gerais. Fiz uma viagem a Buenos Aires no último dia 13/10 até 18/10/12 e vasculhando na net encontrei seu site e, consequentemente, seu artigo sobre Buenos Aires. Segui todas as suas informações e dicas e resolvi lhe escrever para atualizar o que vi.      

Fiquei no Hotel Obelisco (S.Pena/Carlos Pellegrine), ou seja no coração de B.A.
 
1) Descia do hotel e praticamente estava nas galerias sul e norte da 9 de julho. Fui na norte, encontrei o proprietário que continua simpático, juntamente com a esposa, disse que morou muito tempo aqui no RJ. O papel de "atendemos en el local de al lado" ainda está lá, só que desbotado, e a loja esta muito empoeirada. Ele tem dificuldade de enxergar com clareza e está tudo muito jogado, com algumas coisas quebradas. Não tinha nada de western. Para mim achei 2 carros de lata, 1 japonês e 1 alemão, mas ele me pediu 100 dolares em cada, que não achei justo. Não comprei nada, mas tive boa conversa com os dois.
 
2) Fui à feira de San Telmo, mas, como você mesmo escreveu, na maioria das vezes não encontramos nada, e foi o que aconteceu. Para não dizer que foi 0x0, encontrei uma caneca rara do whisky Passport, na qual me pediram 160 pesos, e arrematei por 85 pesos. Segui a rua Defensa, que vai da feira até a Pç de Maio. Nela tem um mercado público e algumas lojas de antiguidades e brinquedos. Tinha algumas peças mas nada que me chamasse atenção e nada de western.
 
3) A loja D&D mudou para 1625 da T de Alvear, está em uma galeria. A loja é pequena e não tinha nada que me interessasse. Praticamente só artigos para montar, que eu não curto.
 
4) A loja Hobby Mundo está praticamente a mesma coisa das fotos. Tinha somente saquinhos de figuras plásticas de guerreiros, soldados e índios da indústria argentina que imita a casablanca. Ainda tem 2 conjuntos de plastimodelismo da guerra civil americana, 1 confederado e 1 da união. Até me interessei, mas o dono me pediu 300 dólares em cada e, sinceramente, achei caro, consigo mais em conta.
 
5) A galeria da Lavalle tem os autoramas, mas nada antigo. A Top gun é de montar e a de super heróis, só tem artigos novos.
 
6) El Espejo Mágico tem bastante peças, mas para mim fui no playmobil. A arrumação é igual à da sua foto. Consegui alguns bonecos de índio, sheriff, cowboy, bandido. Comprei também o forte da sua foto e uma aldeia de índios. Todos são playmobil, e são de 2009. Foi o que consegui de B.A..
 

Minha conclusão é a seguinte: o passeio a B.A. foi ótimo, pois como turista conheci tudo o que queria. Mas como consumidor e colecionador deixou a desejar, as lojas estão diminuindo, sujas e parece que entra pouca gente. Tanto que muitas peças que você fotografou estão no mesmo lugar. A Argentina está passando por um aperto grande e está tudo caro, eles têm que declarar tudo e tentam tirar a diferença no turista, então fui em uma época complicada. Perderam a referência, tem artigos que não citei aqui que se eu comprar pelo Ebay pagando frete é mais barato do que me pediram lá.
 
Gostaria de agredecer seu artigo ele ajudou a achar o que precisava. Forte abraço.

9. Customizações e réplicas

O colecionador Cassiano Olegário enviou imagens de customizações e réplicas que ele está produzindo. Algumas são para venda, através do e mail olegariodacosta@bol.com.br

10. Feira de Chicago

A capa da última revista trimestral da King & Country homenageia a última edição da Feira de Chicago, realizada em setembro de 2012.

Tenho intenção de comparecer à Feira de Chicago de 2013. Um leitor até já confirmou a intenção de também participar.

Será que conseguirei? Espero que sim, mas há uma crise econômica rondando o hemisfério ocidental cuja gravidade não foi ainda devidamente avaliada por nossas “autoridades” econômicas. Vários clientes meus estão simplesmente fechando suas operações no Brasil e indo embora.

11. Criações

O leitor Cícero Ferreira enviou imagens de suas criações mais recentes. Segue:

12. Coleção

O leitor Marcos Valle enviou imagens de sua coleção. Segue;

Bem, era isso que eu tinha para falar. Obrigado a todos os leitores que enviaram informações e imagens.

Até a próxima!

Marcos Guazzelli

Novembro de 2012





Comentários

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De: Pedro Mazzei
Caro Marcos. Eis-me aqui para registrar que continuo interessado em conhecer a feria de Chicago ano que vem. Inclusive já pedi algumas dicas ao Nick/DeAnna da TSSD. Vou aguardar para definir após o Carnaval. Forte abraço a todos e um ótimo Natal (com muito Forte Apache). Aliás, meu melhor Natal ocorreu quando acordei com o Forte Apache. Sinto o cheiro da madeira e das figuras até hoje...


De: Marcos Crespo
Com relação ao Virginia City, outra história interessante particular minha. Eu recebi u`a primeira mensagem com um anúncio desse leiloeiro há cerca de uma semana. Portanto, dois ou três leilões depois desse do Virginia City. Recentemente eu coloquei algumas peças num leilão aqui do Rio. De brinquedo, só um lote com umas figuras da Auburn da década de 40 (aproximadamente). Ao deixar as peças eles cadastraram meu endereço eletrônico. Essas casas de leilões trocam as suas listas de clientes entre si. Um ajuda o outro pois o objetivo é que todos vendam o mais possível. A partir daí comecei a fazer parte da mala direta de outros leiloeiros e fico sabendo de quase todos os leilões aqui no Rio. Os leilões costumam ser de arte (os tradicionais), de colecionismo, de livros raros ou de acervo particular de uma única pessoa onde tem tudo misturado. Os brinquedos deveriam aparecer só nos de colecionismo mas isso não é uma regra rígida. Reparem que essa caixa do Virginia City apareceu num leilão de livros! Eu já tinha adquirido um lote de brinquedos em meio a um leilão de livros há muito tempo atrás. Na época, fiquei com carroças da Batalha de Tuiuti e mais alguns ítens e vendi o resto de molde que as peças com as quais fiquei saíssem de graça para mim. Mas foi um leilão que era presencial ou por telefone. Acabei disputando por telefone com pessoa conhecida de quase todos nós que também não sabia que disputava comigo. Esses leilões de agora, quase todos, são presenciais, por telefone e, novidade, passaram aceitar lances pela internet também. Assim, quem está em qualquer outro estado pode comprar. Não é em todo leilão que aparece brinquedo, mas vale a pena conferir pois as vezes acontecem surpresas como essas. Muitos dos acervos leiloados são de pessoas que já faleceram e a família põe em leilão, como os soldadinhos que o Guazzelli viu comigo quando esteve no Rio. Há quem venda também por estar mudando de cidade e não querer levar, etc... Em algumas cidades existe também "Venda em Residência" ou "Família Vende Tudo". Isso é antigo e não é leilão. Recebo as notícias de um desses aqui no Rio. Eles postam fotos do que vai a venda. Há cerca de duas semanas fui a um para tentar comprar figuras da Britains Deetail e da Starlux, mais de 25 figuras, pelo preço previamente sabido de pouco mais de R$50,oo. O problema é que tem gente vivendo disso (nada tenho contra) e que chega nessas vendas as 7h da manhã para receber uma senha que só será dada as 9h. Como sou preguiçoso, perdi as peças. Alguns dias depois, a maior parte delas já estava a venda no ML por um preço muito superior. Enfim, já falei muito, era só para dizer aos amigos colecionadores que vale a pena ficar atento a esses leilões e tentar passar um pouco sobre como funciona. Se eu já estivesse recebendo as mensagens dessa casa de leilões Mozart, eu teria sabido a tempo. Saudações a todos.


De: Cesar Italiano
Ola amigos colecionadores! Eu conheço uma pessoa aqui em São Carlos que tem na caixa toda a coleção da casa blanca e papai Noel, ele quando criança ganhava mas não brincava com os jogos, e hoje ele tem essa relíquia original e completinha.


De: Luiz Paulo Pizzutti - SP
Os fortes de madeira do Solon Soares, parecem ser muito bem feitos e detalhados, muito melhor que qualquer coisa que eu tenha visto ultimamente.Vou acessar o blog.


De: Richard
Que história essa do "VIRGINIA CITY"!! Um item incrível, espetacular, novo! Até poucos anos, nem fotos boas existiam. Mas como vc disse, menos mal que parou nas mãos de um colecionador né!


De: tadeu buono
Gosto muito de visitar seu site MG , cada vez mais fico satisfeito com as novidades e principalmente as antiguidades . Conforme falou meu chará , quem sabe um dia eu tenha sorte e alguém me ofereça um virginia city ou mesmo um barco viking para comprar . Um forte abraços a vc e todos que partilham de seu site .


De: J.Nilton
Acompanho este magnifico site a algum tempo, gosto muito das materias que escreve sobre as coleções de farwest. Ao que me pareceu o prezado vendedor do Virginia City tambem concorria no leilão, se eu soubesse tambem teria participado, boa sorte na busca dessas raridades.


De: Tadeu Mahfud
MG, grato pela divulgação da exposição de brinks antigos que fiz em Jaraguá do Sul - SC, como estava de férias, pude ficar algumas vezes lá e ver como a piazada que passava nem dava bola para as gôndolas de vidro..kkkk, já adultos (alguns) paravam e comentavam que tinham determinado brinquedo na infância. Sobre o set Virginia City, o que eu posso dizer, somente ficar mudo e rezar pra que um dia alguém me contate tbm...kkkkk, Abraço a todos e sucesso!


De: Roberto Angerami Teixeira Leite
Sou Roberto Angerami Teixeira Leite, filho do Roberto Vasco Teixeira Leite. Tenho 14 anos e gosto muito de forte apache. As vezes penso que sou um dos últimos "apreciadores" do tema. Meus amigos não sabem nem o que é forte apache. Meu irmão (mais novo) também não gosta muito. Quanto ao cavalo casablanca que restaurei, realmente, eu vi o cavalo "número um" do Marcos Faria e como estava com as duas patas quebradas, decidi fazê-lo igual ao do Marcos. Mandei as fotos do cavalo para ele e acho que ele enviou-as para o Marcos Guazzelli, que colocou no site. Fico feliz do meu cavalo "1.1" estar no site. Obrigado!