DANIEL BOONE



Um dia eu estava assistindo um filme do seriado Daniel Boone em casa e, sendo leitor assíduo do site Brinquedos de Faroeste de Marcos Guazzelli, e relembrando o artigo sobre o seriado Gunsmoke, tive a ideia de fazer um artigo sobre o seriado de televisão Daniel Boone e os brinquedos relacionados a ele. Então fui primeiro pesquisar quem era o verdadeiro Daniel Boone.

Mal sabia eu das dificuldades de se escrever um artigo e o trabalho que dá, as horas e horas (devo ter gasto mais de 70 horas) de pesquisa, leitura e digitação, a tradução do inglês, já que quase nada em português na Internet tem qualidade confiável. Além disso não existem livros disponíveis sobre o tema para pesquisar. E pior, sou perfeccionista e detalhista. Para complicar não sou escritor. Não tenho a capacidade e tempo para escrever algo original sobre este tema. Isso levaria anos de pesquisas, tarefa para um historiador. Então resolvi selecionar vários textos de alguns sites, principalmente da Wikipédia em Inglês e do Retrô TV, que são a base do texto a seguir, e editar, traduzir, mesclar com outros textos e reescrever e acrescentar trechos. Escrever um artigo desses é como uma bola de neve, vai crescendo, pois na Internet os textos são intertextos, textos dentro de textos, levando a outros links e em pouco tempo eu tinha muito material e já via sites de filmes, de locação de cenários de cinema, de brinquedos, de história americana, de túmulos, de armas, de parques turísticos, etc.

E eu nem sabia se podia colocar no site Brinquedos do Faroeste do Marcos Guazzelli um artigo assim, não original. A ideia era só falar um pouco sobre Daniel Boone e brinquedos, e me divertir um pouco, além de aprender um pouquinho. E esperar que quem leia aproveite igualmente. Parafraseando Lavoisier, na Internet nada se cria, tudo se copia. A seguir vai “meu artigo”.

Introdução

Muitos de nós já conhecemos o nome Daniel Boone por causa do seriado de televisão de mesmo nome, com o ator Fess Parker, exibido nos anos 70 na TV brasileira. Este artigo trará mais detalhes da vida do real Daniel Boone, do seriado da TV Daniel Boone e dos brinquedos e produtos relacionados a Daniel Boone, além de uma bibliografia de site consultados.

Daniel Boone (1734 -1820) emergiu como uma lenda em grande parte por causa da obra de John Filson "The Adventures of Colonel Daniel Boon" (  As Aventuras do Coronel Daniel Boon), parte do livro “The Discovery, Settlement And Present State of Kentucke”,  que trata da descoberta e  povoamento  do atual estado americano do Kentucky. Publicado pela primeira vez em 1784, o livro de Filson logo foi traduzido para francês e alemão, e fez de Boone famoso na América e na Europa. Este livro é baseado em entrevistas com Boone, e como este era um homem de poucas palavras, Filson inventou diálogos floreando os acontecimentos dessa autobiografia. Editores subsequentes cortaram algumas passagens e substituíram-nas por algo mais plausível, porém ainda falso. Muitas vezes reimpresso, o livro de Filson sobre Boone estabeleceu este como um dos primeiros heróis populares dos Estados Unidos. Se você souber ler em inglês "The Adventures of Colonel Daniel Boon" ( As Aventuras do Coronel Daniel Boon) de John Filson está disponível – são somente 12 páginas -  na Internet no site Page  by Page Books no link:

http://migre.me/a2BTO

Outro autor, Timothy Flint, também entrevistou Boone, e seu livro de 1833 Biographical Memoir of Daniel Boone, the First Settler of Kentucky (Memória Biográfica de Daniel Boone, o primeiro colono do Kentucky) se tornou uma das biografias best-sellers do século 19. Flint embelezou grandemente as aventuras de Boone, que até lutava mão-a-mão com ursos, ao ponto da família Boone pensar que o livro era um absurdo, mas  Flint  teve grande influência na concepção popular de Boone, uma vez que estes contos inverossímeis foram reciclados em inúmeros romances baratos e livros destinados a jovens.

As aventuras do Boone real e mítico criaram o arquétipo do herói do oeste americano folclórico. Na cultura popular americana, ele é lembrado como um dos primeiros desbravadores de fronteiras, apesar de muitas vezes, a mitologia eclipsar os verdadeiros detalhes de sua vida.

Um pouco da História de Daniel Boone

Daniel Boone era descendente de ingleses e galeses. Sua família pertencia à Religious Society of Friends (Sociedade Religiosa dos Amigos), depreciativamente chamado de "quakers" e perseguidos na Inglaterra por suas crenças pouco ortodoxas. Seu pai, Squire Boone (1696-1765) emigrou da pequena cidade de Bradninch, Devon (perto de Exeter, Inglaterra) para a Pensilvânia em 1713, para se juntar à colônia de dissidentes de William Penn.

Daniel Boone nasceu em 02 de novembro de 1734 (ou 22 de outubro de 1734).  Devido ao calendário gregoriano ter sido adotado durante a vida de Boone, sua data de nascimento é 02 de novembro (a data novo estilo - "New Style" data), embora Boone continuasse a usar a data de 22 de outubro.

 Boone passou seus primeiros anos no que era então o limite oeste da fronteira da Pensilvânia. Havia uma série de aldeias indígenas nas proximidades. Boone recebeu seu primeiro rifle aos 12 anos, e ele aprendeu suas habilidades de caça tanto com moradores europeus como de índios americanos, começando o seu amor por toda sua vida pela caça.

De tanto tempo gasto caçando em sua juventude, Boone recebeu pouca educação formal. O historiador John Mack Faragher, outro autor sobre Boone, adverte que a imagem popular de Boone como semi-analfabeto é enganosa, argumentando que Boone "adquiriu um nível de alfabetização que era o mesmo da maioria dos homens do seu tempo." Boone levava regularmente material de leitura com ele em suas expedições de caça - a Bíblia e As Viagens de Gulliver eram os favoritos - e ele foi muitas vezes a única pessoa alfabetizada em grupos de bandeirantes. Boone, às vezes, entretia seus companheiros de caça, lendo para eles em torno da fogueira à noite.

Quando jovem Boone serviu o exército britânico durante a Guerra Franco-Indígena (1754-1763), uma luta pelo controle da terra além das Montanhas Apalaches. Em 1755, quando o general Edward Braddock tentou expulsar os franceses das terras de Ohio, Boone era carroceiro.

Embaixo a extensão da Cordilheira dos Apalaches na América do Norte e foto das Montanhas Apalaches próximo a Blue Ridge Parkway na Carolina do Norte.

Em 1759, eclodiu um conflito entre colonos europeus e os índios Cherokee, seus antigos aliados na Guerra Franco-Indígena. Depois que o Vale Yadkin foi invadido por Cherokees, muitas famílias, incluindo as Boones, fugiram para Culpeper County, Virgínia. Boone serviu na milícia da Carolina do Norte durante este "Uprising Cherokee" (Levante Cherokee), e suas expedições de caça em território profundo Cherokee além das montanhas Blue Ridge separou-o de sua esposa por cerca de dois anos.

A profissão de caçador escolhida por Boone também causava longas ausências de casa. Ele sustentou sua crescente família nestes anos como um caçador de mercado. Quase todo outono, Boone saía em caçadas que duravam semanas ou meses, indo a expedições para dentro de regiões desertas e inexploradas.  Boone caçava sozinho ou com um pequeno grupo de homens, acumulando centenas de peles de veado, no outono, e no inverno caçava castores e lontras. A caçada seguia ao longo de uma rede de trilhas de migração de bisões, conhecida como Medicine Trails. Os caçadores retornavam na primavera e vendiam a sua mercadoria para comerciantes de pele.

Em 1762, Boone, sua esposa Rebecca e quatro filhos voltaram para o Vale Yadkin, saindo de Culpeper. Em meados de 1760, com a paz feita com o Cherokees, a imigração para a área aumentou, e Boone começou a procurar um novo lugar para se estabelecer, pois a concorrência diminuiu a quantidade de caça disponível. Isso fez com que Boone tivesse dificuldade em pagar despesas, ele foi muitas vezes levado a tribunal por falta de pagamento de dívidas, e vendeu o terreno que possuía para pagar credores. Após a morte de seu pai em 1765, Boone viajou com seu irmão Squire e um grupo de homens para a Flórida (que se tornou território britânico, após o fim da guerra) para estudar a possibilidade de se estabelecer ali. De acordo com uma história de família, Boone comprou terras perto de Pensacola, mas Rebecca, sua mulher, se recusou a ficar tão longe de seus amigos e familiares. Os Boones então mudaram-se para uma área mais remota do Vale Yadkin, e Boone começou a caçar para o oeste para as Montanhas Blue Ridge (foto acima).

 A primeira vez que Daniel Boone alcançou o Kentucky foi no outono de 1767 durante uma longa caçada com seu irmão Squire Boone Jr.  Os primeiros passos de Boone no Kentucky foram perto da atual cidade de Elkhorn City.  Anos antes quando estava na expedição de Braddock, Boone tinha ouvido falar sobre a terra fértil e abundante caça do Kentucky do colega carroceiro John Finley, que visitou Kentucky e comerciou com os índios americanos. Boone e Finley se encontraram novamente, e Finley encorajou Boone com mais histórias sobre o Kentucky. Ao mesmo tempo, notícias sobre o Tratado de Fort Stanwix haviam chegado, e por meio deste os índios Iroquoi haviam cedido seus direitos de posse do Kentucky para os Britânicos. Isto, bem como a agitação da Carolina do Norte, devido ao Movimento Regulador, fez Boone imediatamente estender sua exploração no Kentucky. A Guerra do Regulamento ou Movimento Regulador (Regulator Movement) foi um levante na Carolina do Norte, que durou de 1765 até 1771, onde cidadãos armaram-se contra os funcionários coloniais corruptos. Embora sem sucesso, alguns historiadores consideram que foi um catalisador para a Guerra Revolucionária Americana, que levou à independência dos Estados Unidos em 1776.

Abaixo: localização do estado do Kentucky no mapa dos Estados Unidos e regiões do Kentucky.

Em 1º de maio de 1769, Boone começou uma expedição de caça por dois anos no Kentucky. Em 22 de dezembro de 1769, ele e um companheiro caçador foram capturados por um grupo de índios Shawnees, que confiscaram todas as suas peles e falaram para sair e nunca mais voltar. Os Shawnees não tinham assinado o Tratado de Fort Stanwix, e assim consideravam o Kentucky como seu território de caça, e caçadores brancos como ladrões de caça. Boone, no entanto, continuou caçando e explorando o Kentucky até o seu retorno à Carolina do Norte em 1771, e voltou a caçar lá outra vez no outono de 1772.

Em 25 de setembro de 1773 Boone pegou sua família e, com um grupo de cerca de 50 imigrantes, começou a primeira tentativa de colonos britânicos de estabelecer assentamento no Kentucky. Boone ainda era um caçador e montador de armadilhas obscuro neste momento de sua história.

Em 09 de outubro, o filho mais velho de Boone, James Boone, e um pequeno grupo e de homens e meninos foram atacados por um bando de índios Delawares, Shawnees e Cherokees. Nas palavras do historiador John Mack Faragher, “para enviar uma mensagem de sua oposição ao assentamento dos brancos em suas terras”.  James Boone e o filho de William Russell, Henry, foram capturados e torturados horrivelmente até a morte. Esse massacre ficou conhecido como Dunmore’s War. A brutalidade dos assassinatos chocou e causou impacto nos homens, então Boone e seu grupo desistiram da expedição.

Após a Dunmore’s War, Richard Henderson, um juiz proeminente da Carolina do Norte, contratou Boone para viajar para as cidades Cherokee nos atuais Carolina do Norte e Tennessee e combinar uma reunião com eles. No tratado de 1775, Henderson comprou a posse Cherokee do Kentucky para estabelecer uma colónia chamada Transylvania. Em seguida, Henderson contratou Boone para abrir caminho no que ficou conhecido como a Wilderness Road, que atravessou o Cumberland Gap para o centro de Kentucky. Junto com um grupo de cerca de 30 trabalhadores, Boone marcou um caminho para o rio Kentucky, onde ele fundou Boonesborough. Outros assentamentos, o mais eminente é Harrodsburg, foram estabelecidos também neste momento. Apesar de ocasionais ataques de índios, Boone retornou para o Vale do Clinch e trouxe sua família e outros colonos para Boonesborough em 08 de setembro de 1775.

Abaixo o mapa da Widerness Road, as Montanhas Comberland e o Cumberland Gap, um ponto baixo nas Montanhas Cumberland onde os estados do Tennessee, Kentucky and Virginia se encontram.

A violência no Kentucky aumentou com a eclosão da Guerra Revolucionária Americana (1775-1783). Nativos americanos (índios) que estavam descontentes com a perda de Kentucky nos tratados viam a guerra como uma oportunidade para expulsar os colonos. Colonos e caçadores isolados tornaram-se alvos frequentes de ataques, convencendo muitos a abandonar o Kentucky. Ao final da primavera de 1776, menos de 200 colonos permaneceram no Kentucky, principalmente nos povoados fortificados de Boonesborough, Harrodsburg e Logan’s Station.

 Em 14 de julho de 1776, a filha de Boone Jemima e outros dois adolescentes foram capturados fora de Boonesborough por um grupo de guerra indígena, que levou as meninas rumo norte para as cidades Shawnee nas terras de Ohio. Boone e um grupo de homens de Boonesborough seguiram em perseguição aos índios, aproximando-se deles dois dias depois. Boone e seus homens emboscaram os índios enquanto eles estavam parados para uma refeição, resgatando as meninas e as conduzindo para longe de seus captores. O incidente tornou-se o caso mais célebre de vida de Daniel Boone. James Fenimore Cooper criou uma versão ficcional do episódio em seu livro clássico O Último dos Moicanos (1826), que foi transposto para o cinema em 1992 num filme dirigido por Michael Mann e estrelado por Daniel Day-Lewis e Madeleine Stowe.

 Em 1777, Henry Hamilton, um tenente britânico Governador do Canadá, começou a recrutar grupos de guerra de índios americanos para invadir os assentamentos no Kentucky. Em 24 de abril, índios Shawnee liderados pelo Chefe Blackfish atacaram Boonesborough. Uma bala atingiu a rótula de Boone, quebrando seu joelho, mas ele foi levado por Simon Kenton para dentro da fortaleza em meio a uma enxurrada de balas. Kenton, recém-chegado em Boonesborough, tornou-se amigo íntimo de Boone, bem como um desbravador lendário.

Enquanto Boone se recuperava, os Shawnees mantiveram seus ataques fora de Boonesborough, matando o gado e destruindo as colheitas da vizinhança. Com o estoque de alimentos em nível baixo, os colonos precisavam de sal para preservar a carne que tinham. Assim, em Janeiro de 1778, Boone levou um grupo de 30 homens para as fontes de sal no Rio Licking. Em 07 de fevereiro de 1778, quando Boone estava caçando carne para a expedição, ele foi surpreendido e capturado por guerreiros liderados pelo chefe Blackfish, dos Shawnees Chilicothe. Como o grupo de Boone era em muito menor número, ele convenceu seus homens a se render ao invés de lutar.

Blackfish queria avançar até Boonesborough e capturá-la, pois agora estava mal defendida, mas Boone o convenceu de que suas mulheres e as crianças não eram resistentes o suficiente para sobreviver a uma viagem de inverno. Em vez disso, Boone prometeu que entregaria voluntariamente Boonesborough aos Shawnees na primavera seguinte. Boone não teve a oportunidade de dizer aos seus homens que ele estava blefando para evitar um ataque imediato sobre Boonesborough. E Boone adotou essa estratégia de forma tão convincente que muitos de seus homens concluíram que ele tinha mudado sua lealdade para o lado dos britânicos.

Boone e seus homens foram levados para a cidade do chefe Blackfish de Chillicothe, onde eles foram desafiados. Como era seu costume, os Shawnees adotoram alguns dos prisioneiros na tribo para substituir guerreiros mortos, e o restante foi levados para Hamilton em Detroit. Boone foi adotado por uma família Shawnee em Chillicothe, talvez pela família do próprio Chefe Blackfish, e dado o nome Sheltowee (grande tartaruga). Em 16 de junho de 1778, quando soube que Blackfish estava prestes a voltar ao Boonesborough com uma grande força de ataque, Boone iludiu de seus captores e fugiu para casa, cobrindo as 160 milhas (260 km) para Boonesborough em cinco dias a cavalo e, depois que seu cavalo fugiu, a pé.

Embaixo, uma ilustração do ritual de adoção de Daniel Boone pelos Shawnees, de Life & Times do Coronel Daniel Boone, por Cecil B. Hartley (1859).

Durante a ausência de Boone, sua esposa e filhos (exceto Jemima) voltaram para a Carolina do Norte, supondo que ele estava morto. Após seu retorno a Boonesborough, alguns dos homens expressaram dúvidas sobre a lealdade de Boone, uma vez que, após se render com o grupo do sal, aparentemente, tinha vivido muito feliz entre os Shawnees por meses. Boone respondeu liderando um ataque preventivo contra as Shawnees através do rio Ohio, e depois, ajudando a defender com sucesso Boonesborough contra um cerco de dez dias, conduzido por Blackfish, que começou em 07 de setembro de 1778.

Após o cerco, o capitão Benjamin Logan e o coronel Richard Callaway, ambos tinham sobrinhos que ainda estavam presos por causa da rendição de Boone aos índios, moveram ação contra a Boone por suas atividades recentes. Na corte marcial que se seguiu, Boone foi declarado "inocente", e foi até mesmo promovido, após o tribunal ouvir o seu testemunho. Apesar de sua justificativa, Boone foi humilhado pela corte marcial, e ele raramente falava deste assunto.

Após o julgamento, Boone retornou à Carolina do Norte para trazer sua família de volta para o Kentucky. No outono de 1779, um grande grupo de imigrantes veio com ele, inclusive (de acordo com a tradição), a família do avô de Abraham Lincoln, primeiro presidente dos Estados Unidos.

Ao invés de permanecer em Boonesborough, Boone fundou um assentamento próximo chamado Boone’s Station. Ele começou a ganhar dinheiro neste momento, localizando boa terra para outros colonos. As reivindicações de terra da Transylvania tinham sido invalidadas após Virgínia ter criado Kentucky County (condado), assim colonos necessitavam preencher novas reivindicações de terras com Virgínia. Em 1780, Boone recolheu cerca de U$ 20.000 em dinheiro de vários colonizadores e viajou para Williamsburg para comprar os mandados de suas terras. Enquanto ele estava dormindo em uma taverna durante a viagem, o dinheiro foi roubado de seu quarto. Alguns dos colonos perdoaram Boone pela perda, outros insistiram que ele devia devolver o dinheiro roubado, o que levou vários anos para fazer.

A imagem popular de Boone, que surgiu nos últimos anos é a do caipira que tinha pouca afinidade para a sociedade "civilizada", afastando-se de lugares como Boonesborough quando eles se tornaram "muito lotados". Na realidade, porém, Boone era um cidadão líder de Kentucky neste momento. Quando Kentucky foi dividido em três condados da Virgínia, em novembro de 1780, Boone foi promovido a tenente-coronel da milícia  do Condado de Fayette. Em abril de 1781, foi eleito um representante para a Assembléia Geral da Virgínia, que foi realizada em Richmond. Em 1782, foi eleito xerife de Fayette County.

Enquanto isso, a Guerra Revolucionária Americana continuava. Daniel Boone se juntou à invasão do General George Rogers Clark nas terras de Ohio em 1780, lutando na Batalha de Piqua em 07 de agosto. Em outubro, quando Boone caçava com seu irmão Ned, Shawnees balearam e mataram Ned.  Aparentemente pensando que tinham matado Daniel Boone, os Shawnees decapitaram Ned e levaram a cabeça como um troféu para casa. Em 1781, Boone viajou para Richmond para tomar parte numa legislatura, mas dragões britânicos sob o comando de Banastre Tarleton capturaram ele e vários outros legisladores perto de Charlottesville. O britânico deixou Boone em liberdade condicional vários dias mais tarde. Durante o mandato de Boone, Cornwallis se rendeu em Yorktown, em outubro de 1781, mas a luta continuou inabalável em Kentucky. Boone voltou ao Kentucky, e em agosto de 1782, lutou na Batalha de Blue Licks, na qual seu filho Israel foi morto. Em novembro de 1782, ele participou de outra expedição Clark para dentro de Ohio, a última campanha principal da guerra.

Após a Revolução, Boone reassentou-se em Limestone (rebatizada Maysville, Kentucky em 1786), então um florescente porto no rio Ohio. Em 1787, ele foi eleito para a Assembléia Estadual da Virgínia como um representante do condado de Bourbon. Em Maysville, ele manteve uma taverna e trabalhou como agrimensor, negociante de cavalos, e especulador de terras. Ele foi inicialmente próspero, possuindo sete escravos em 1787, um número relativamente grande para o Kentucky, que na época era dominado por pequenos agricultores, em vez de latifundiários. Boone se tornou uma espécie de celebridade, enquanto vivia em Maysville: em 1784, em seu aniversário de 50 anos, o historiador John Filson publicou “The Discovery, Settlement And Present State of Kentucke”, um livro que incluía uma crônica de aventuras de Boone.

Embora a guerra revolucionária tivesse terminado a guerra de fronteira com os índios americanos ao norte do rio Ohio havia retomado. Em setembro de 1786, Boone participou de uma expedição militar nas terras de Ohio liderada por Benjamin Logan. De volta a Limestone, Boone deu abrigo e alimentou os Shawnees que foram capturados durante a invasão, e ajudou a negociar uma trégua e troca de prisioneiros. Embora a guerra com os índios no noroeste seguisse em frente e não terminaria até a vitória americana na Battle of Fallen Timbers (Batalha de Madeiras Caídas) em 1794, a expedição de 1786 foi a última vez que Boone viu a ação militar.

Boone começou a ter problemas financeiros enquanto vivia em Maysville. De acordo com sua imagem popular posterior, o pioneiro abridor de trilhas Boone era muito sofisticado para a civilização que o seguia e que acabou por defraudá-lo de sua terra. Boone não era o sertanejo de fronteira simples da lenda, porém ele estava envolvido em especulação de terras em larga escala, compra e venda de reivindicação de posse de dezenas de milhares de acres. O mercado de terras no Kentucky da fronteira era caótico e, os empreendimentos de Boone falharam porque sua estratégia de investimento estava mal formulada e também porque seu senso de honra não permitiu que ele se aproveitasse de outras pessoas. De acordo com Faragher: "Boone não tinha os instintos cruéis que a especulação exigia".

Foto de um inventário de terra de 1787 assinado por Daniel Boone e close de sua assinatura nele:

Frustrado com as dificuldades legais que tinha com a especulação de terra, em 1788, Boone mudou-se rio acima para Point Pleasant, Virginia (agora West Virginia). Lá, ele operou um posto de troca e, ocasionalmente, trabalhou como ajudante de agrimensor. Quando Virginia criou Kanawha County em 1788, Boone foi nomeado tenente-coronel da milícia do condado. Em 1791, ele foi eleito para a legislatura de Virgínia, pela terceira vez. Ele era contratado para fornecer suprimentos para a milícia Kanawha, mas suas dívidas o impediram de comprar mercadorias a crédito, então ele fechou sua loja e voltou para a caça e armadilhas.

 Em 1795, Rebecca e ele voltaram para o Kentucky, vivendo na atual Nicholas County em terras de propriedade de seu filho Daniel Morgan Boone. No ano seguinte, Boone recorreu a Isaac Shelby, o primeiro governador do novo estado de Kentucky, para um contrato para alargar a Wilderness Road em uma rota de carroças, mas o governador não respondeu, e o contrato foi concedido a outra pessoa. Enquanto isso, ações judiciais sobre as reivindicações de terras em conflito continuaram a fazer o seu caminho através dos tribunais de Kentucky. Títulos de terra remanescentes de Boone foram vendidos para pagar as taxas legais e impostos, mas ele não prestou atenção ao processo. Em 1798, foi emitido um mandado de prisão para Boone, depois que ele ignorou uma intimação para testemunhar em um processo judicial, embora o xerife nunca o tenha encontrado. Nesse mesmo ano, o estado de Kentucky deu o nome a Boone County em sua honra.

Boone viveu boa parte da última parte de sua vida com a família de seu filho Nathan perto da atual cidade de Defiance.

Abaixo, foto da casa histórica perto da atual cidade de Defiance onde Daniel Boone viveu com a família de Nathan.

 

Em 1799, Boone saiu dos Estados Unidos para uma área de fronteira, naquela época parte da Louisiana Espanhola, que eventualmente se tornou o estado de Missouri. O governador espanhol nomeou Boone "síndico" (juiz e júri) e comandante (chefe militar) do distrito de Osage Femme. Boone serviu como síndico e comandante até 1804, quando a área passou a fazer parte do território da Louisiana dos Estados Unidos após a compra da Louisiana. Como os títulos de terra de Boone com o governo espanhol haviam sido em grande parte baseados em acordos verbais, mais uma vez ele perdeu suas reivindicações de terras. Em 1809, ele pediu o Congresso para restaurar suas reivindicações de terras espanholas, o que finalmente foi feito em 1814. Boone vendeu a maior parte destas terras para pagar dívidas antigas do Kentucky. Quando a Guerra de 1812 veio para o território de Missouri, os filhos de Boone Daniel Boone Morgan e Nathan Boone participaram, mas naquele momento Boone estava velho demais para o serviço da milícia.

Abaixo mapa das aquisições territoriais americanas

Boone passou seus últimos anos no Missouri, muitas vezes na companhia de filhos e netos. Ele caçou e fez armadilhas tantas vezes quanto a sua saúde permitia.

Daniel Boone morreu de causas naturais em 26 de setembro de 1820, na casa de Nathan Boone  em  Femme Osage Creek, aos 85 anos, apenas a algumas semanas do seu aniversário de 86 anos. Suas últimas palavras foram: "Eu estou indo agora. Minha hora chegou." Ele foi enterrado ao lado de Rebecca, que morreu em 18 de março de 1813. Os túmulos, que estavam desmarcados até meados da década de 1830, estavam perto da casa de Jemima (Boone) Callaway em Tuque Creek, cerca de duas milhas (3 km) da atual Marthasville, Missouri.

A seguir, esta pintura de 1820 feita por Chester Harding é o único retrato que Daniel Boone fez em vida.

Em 1845, os restos mortais dos Boones foram exumados e enterrados supostamente em um novo cemitério em Frankfort, Kentucky. Alega-se que foram levados restos mortais errados e tanto o Cemitério Frankfort, no Kentucky, como o Cemitério Old Bryan Farm, no Missouri, afirmam ter o corpo de Boone.

Abaixo, fotos do túmulo de Daniel Boone em Frankfort, Kentucky.

 

Sobre seu legado cultural, Daniel Boone continua a ser um ícone na história americana, embora o seu status histórico como um antigo herói popular americano e mais tarde como um objeto de ficção tenha tendenciado a obscurecer os detalhes de sua vida real. O público em geral se lembra dele como um caçador, pioneiro, e "combatente de índios", mesmo que eles estejam incertos sobre quando ele viveu ou exatamente o que ele fez.

Curiosidades

Pelo menos três artistas americanos conhecidos possuem parentesco com Daniel Boone:

O ator e cantor Pat Boone, um dos mais populares intérpretes dos anos 1950. Suas versões de sucessos de rhythm and blues afro-americanos tiveram um impacto visível no desenvolvimento da ampla popularidade do Rock´n Roll;

 

Richard Boone (1917-1981) da série de TV Have Gun - Will Travel (de 1957 a 1963 pela CBS americana e Paladino do Oeste na TV Bandeirantes no Brasil nos anos 70);

Randy Boone, um dos atores do seriado western The Virginian (1962 a 1971 na NBC americana).   

O Seriado de Televisão Daniel Boone

Em meados dos anos 70, além de ir à escola e brincar com meus brinquedos Forte apache, Chaparral e Caravana da Gulliver, entre outros brinquedos, eu assistia muito televisão. Em sua maioria desenhos e seriados como Rin Tin Tin, Os Três Patetas, Ultraman e Ultraseven, Bat Masterson, Tarzan com Ron Ely, Terra de Gigantes, Viagem Submarina, Perdidos no Espaço, Batman, Custer (não lembro o nome exato desse seriado, e via todo dia!), Zorro (Lone Ranger) e Jornada nas Estrelas. Mas o máximo para mim, não sei explicar o motivo, e era raro de ver, era Daniel Boone. Depois de assistir eu já ia logo brincar com meus “hominhos” e fingir ser Daniel Boone. Eu só tinha um canal de televisão para ver em minha cidade, Ponte Nova, na Zona da Mata de Minas Gerais, e era a TV Itacolomi, da Rede Tupi, emissora dos Diários Associados de Assis Chateaubriand.  A Globo era só chuviscos. E ver televisão era sempre em preto e branco, pois minha família tinha somente um velho aparelho de TV valvulado. Só em 1978, quando mudamos para Belo Horizonte, meu pai comprou uma TV Telefunken colorida e pude ver meus programas em cores. Mas aí nunca mais vi Daniel Boone, ficou só na minha memória, até lançarem a série em DVD. Só fui ver Daniel Boone de novo, e em cores, em 2011, quase 35 anos depois. Que emoção foi ver o seriado de novo. Quantas lembranças da infância!

Daniel Boone foi um seriado de televisão americano produzido pela Twentieth Century Fox, Arcola Pictures, INC e Fespar Enterprises, INC. (empresa do ator Fess Parker), em associação com a NBC -TV entre 1964 e 1970.  Estreou em 24 de setembro de 1964 e ficou no ar até 10 de setembro de 1970. Foram 165 episódios de 50 minutos de duração em seis temporadas, exibidos pelo canal NBC, sempre às 19:30 horas. A primeira temporada era em preto e branco e as demais exibidas em cores.

No Brasil a série foi exibida nos anos 70 pela TV Tupi, TV Record, TV Globo, Rede Brasil de Televisão e Ulbra TV.

Cenas da abertura do seriado:

 

 

O produtor da série era George Sherman, que trabalhou em filmes B de faroeste pela Republic na década de 1930, depois produziu inúmeros filmes (mais ou menos 120!) e seriados, sendo O Tesouro de Pancho Villa (The Treasure of Pancho Villa, 1955) seu melhor filme. Em 1971, John Wayne chamou-o para filmar o faroeste Jake Grandão (Big Jake), seu último filme no cinema.

O produtor executivo era Aaron Rosenberg, que foi produtor, entre outros filmes, de The Glenn Miller Story (1954), The Benny Goodman Story (1956), e também de Mutiny on the Bounty (1962 – sem créditos) – O Grande Motim – estrelado por Marlon Brando. Outros filmes que produziu incluem os faroestes clássicos Winchester ’73 (1950) com James Stewart e E o Sangue Semeou a Terra (1952) com James Stewart e Rock Hudson, além do seriado de televisão Gunsmoke (1953), que já foi tema de um artigo aqui do site Brinquedos do Faroeste.

A música de abertura do seriado Daniel Boone, em estilo Bluegrass, era muito marcante e fez sucesso no Brasil, e era composta por Lionel Newman e Vera Watson. Abaixo vai a letra e sua tradução:

Daniel Boone Theme

(Vera Matson e Lionel Newman)

Daniel Boone was a man

Yes a big man!

With an eye like an eagle

And as tall as a mountain was he!

Daniel Boone was a man

Yes, a big man!

He was brave, he was fearless

And as tough as a mighty oak tree!

From the coonskin cap on the top of ol’ Dan

To the heel of his rawhide shoe

The rippin’est, roarin’est, fightin’est man

The frontier ever knew!

Daniel Boone was a man

Yes a big man!

And he fought for America

To make all americans free!

What a Boone! What a doer!

What a dream come-er-true-er was he!

Tradução:

Daniel Boone era um homem,

Sim um grande homem!

Com um olho como uma águia

E tão alto como uma montanha ele era!

Daniel Boone era um homem

Sim um grande homem!

Ele era bravo, ele era destemido

E tão resistente como um carvalho imenso!

Do chapéu de guaxinim no topo do velho Dan

Até o salto de seu sapato de couro cru

O mais rasgão, mais estrondoso, o homem mais lutador

Que a fronteira já viu!

Daniel Boone era um homem

Sim um grande homem!

E ele lutou pela América

Para fazer todos os americanos livres!

Que Boone! Que autor!

Que “feitor de sonho-tornar-realidade” era ele!

Daniel Boone e Mingo em ação:

 

O elenco do seriado Daniel Boone consistia dos seguintes atores:

Fess Parker (Daniel Boone)

Patricia Blair (Rebecca Boone)

Ed Ames (Mingo)

Darby Hinton (Israel Boone)

Dal McKennon (Cincinnatus)

Jimmy Dean (Josh Clements 1967/69)

Veronica Cartwright (Jemima Boone 1964/66)

Albert Salmi (Yadkin 1964/68)

Robert Logan (Jericho Jones)

Don Pedro Colley (Gideon)

Roosevelt Grier (Chief Gabe Cooper 1969/70)

Fotos do elenco do seriado:

A história do seriado Daniel Boone inicia quando a rede americana NBC decidiu pegar carona no sucesso de Davy Crockett, personagem consagrado pelos estúdios Disney nos anos 50, com o seriado para tv Davy Crockett  estrelado pelo ator Fess Parker e produzido pela concorrente ABC para serem exibidos no programa Disneyland da ABC em 1954/55.

Davy Crockett, muitas vezes no Brasil confundido com Daniel Boone, foi um desbravador de fronteiras, político, herói militar nacional estadunidense e um caçador de ursos famoso por sua precisão extraordinária no uso de rifle. Representou o Tennessee na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América e serviu durante a Revolução do Texas, onde morreu na Batalha do Álamo, para anexar o estado doTexas aos Estados Unidos.

Depois de atuar como Davy Crockett, o ator Fess Parker, com contrato encerrado com a Disney, participou de um dos grandes filmes de aventura da década, o faroeste “The Great Locomotive Chase” (“Tempera de Bravos”, 1956), e logo se tornou, por assim dizer, estereotipado como herói de aventura do campo ou do Oeste, sendo mais comprometido o seu filme “Old Yeller” (“Meu Melhor Companheiro”, 1957), de uma dramática história de amor entre um garoto e um cão selvagem, no extremo Oeste, com Fess no papel de pai doente. No início dos anos 60, com uma filmografia principalmente de westerns, Fess tentou iniciar a sua carreira na televisão. Entre 1962 e 1963 atuou na série Mr. Smith Goes to Washington para a rede ABC, baseado no filme clássico do diretor Frank Capra (conhecido no Brasil como “A Mulher Faz o Homem”, 1939).

Foto da capa de DVD da série Davy Crockett da Disney (reparem as semelhanças de Davy Crockett com Daniel Boone):

 

Mas o gigante estúdio NBC optou por não arriscar a imagem do personagem que fora um sucesso nos anos 50. Desta forma, outro estúdio, 20th Century Fox Television, a fim de satisfazer o desejo da NBC, teve a idéia de contratar Fess Parker e recriar a vida de outro herói marcante, retratando o lendário pioneiro americano Daniel Boone.

Quando estreou no dia 24 de setembro de 1964, Daniel Boone já contava com uma campanha publicitária que garantiu um sucesso imediato. A marca foi explorada em diversos produtos como lancheiras, gibis, brinquedos e até facas de borracha. Na época em que foi lançado, Daniel Boone surpreendeu a todos e transformou-se em um grande sucesso em pouco tempo de exibição, competindo de igual para igual com outras séries como Batman e Os Monstros.

A série era ambientada no final do século XVIII, durante a década de 1770, época em que viveu o verdadeiro Daniel Boone. Nesta época, boa parte dos EUA ainda era despovoada e selvagem, havia muito a ser desbravado. Então, Daniel Boone (Fess Parker) saiu em caravana até o Kentucky, abrindo o caminho conhecido como Wilderness Trail e fundando a comunidade Boonesborough, que no filme se assemelha muito a um Forte Apache de brinquedo, com paliçadas e guarritas,  estabelecendo colonos no Kentucky.

No Kentucky, Daniel Boone vive com a esposa Rebecca (Patricia Blair) e seus dois filhos, Israel (Darby Hinton) e Jemima (Veronica Cartwright). Há também seu inseparável companheiro de aventuras, o índio Mingo (o cantor Ed Ames, da banda de sucesso Ames Brothers – Ed Ames canta a música tema e de abertura do filme faroeste de 1967 de Burt Kennedy Gigantes em Luta, “The War Wagon” estrelado por John Wayne e Kirk Douglas), um cherokee educado na Inglaterra e amigo. Mingo fez tanto sucesso, que Ames costumava receber mais correspondência dos fãs do que Parker. Também auxilia Boone com frequência o velho taberneiro Cincinnatus (Dallas McKennon).

Ao longo das seis temporadas da série, Daniel Boone ganhou a companhia de outros parceiros esporádicos, como do jovem Jericho (Robert Logan), de Yadkin (Albert Salmi), dos ex-escravos Gabe Cooper (Roosevelt Grier) e Gideon (Don Pedro Colley), e do caipira Josh (Jimmy Dean). Roosevelt Grier foi um jogador de futebol americano e os fãs de cinema bizarro se lembram dele por sua atuação em “O Monstro de Duas Cabeças” (The Thing with Two Heads, 1972). Muitos outros rostos conhecidos passaram também pela série, como George Kennedy, Dick Sargent, Michael Rennie, James Doohan, Kurt Russell, Cesar Romero, Gary Conway, Peter Graves, Edward Mulhare e Kevin Hagen.

Os episódios eram centrados na vida dos pioneiros americanos e era uma elegia à pureza dos antigos valores norte-americanos. Discutia também a relação entre o homem branco com os índios e os métodos utilizados para que o território pudesse ser conquistado, tendo Daniel Boone o papel de mediador entre colonos e índios, alguns hostis de fato. Ainda nesse cenário encontravam-se famílias em busca de uma vida melhor, caçadores de recompensas e de peles, oportunistas que tentavam vender armas aos índios e que ao mesmo tempo destruíam suas casas.

Daniel Boone apoiado em um rifle da era colonial americana (é uma arma enorme):

O seriado Daniel Boone teve uma grande produção, gravado em belíssimos ambientes naturais, com bela fotografia, e também em estúdio.  Não é de estranhar o grande sucesso que ganhou o mundo inteiro e, claro, os EUA, onde, historicamente, a figura deste explorador de fronteiras é altamente venerada.

Mesmo com tanto sucesso, muitas críticas apontaram contra aspectos considerados historicamente incorretos. O verdadeiro Daniel Boone, por exemplo, tinha 10 filhos e não dois, além de não usar um chapéu de pele como na série. Usava chapéu normal. Os produtores se justificaram negando a pretensão de retratar exatamente a vida de Boone ou a história do estado americano de Kentucky. A ideia foi de produzir um programa para toda a família.

Mas história e ficção se confundiram muitas vezes durante a série. Assim como o verdadeiro Daniel Boone, o da série era um homem capaz de lutar com punhos, mosquetes e facas para defender a si, a família e os amigos. Além dos frequentes conflitos com índios, Daniel também luta pela liberdade do país, secretamente envolvendo-se em missões contra os ingleses.

Por um longo período dos anos 1960 e 1970, a infância de grande parte do mundo cresceu com um personagem bem-humorado e cavalheiresco, que soube converter o personagem folclórico conhecido dos pioneiros americanos em um herói que todos queriam ser.

A série foi cancelada em 1970, mas a rede CBS fez uma tentativa de reavivar o interesse por meio de um remake, intitulado O Jovem Daniel Boone, em 1977. A série foi exibida entre Setembro e Outubro daquele ano, com duração apenas de quatro episódios.

Fess Parker aposentou-se de Hollywood três anos após o fim da série Daniel Boone. Contratualmente, ele tinha direito a 30% dos lucros da série e decidiu abandonar a profissão de ator. Tornou-se construtor imobiliário e proprietário da vinícola Fess Parker’s Winery & Vineyard, já que era aficcionado por vinhos. Comprou um hotel em 1998 (The Grand Hotel) em Los Olivos, na Califórnia, hoje chamado de Fess Parkers Wine Country Inn & Spa.

Fess Parker já velho ao lado da roupa de Daniel Boone:

 

 

Fess Parker morreu aos 85 anos, de causas naturais, em sua casa em Santa Ynez, Califórnia, perto da Parker Fess Winery, em 18 de março de 2010. Foi casado com a mesma esposa desde 1960 (Marcella).

DVD

No Brasil, em 2006, a Focus Filmes colocou no mercado a 2ª Temporada completa de Daniel Boone. Em um lançamento que ninguém esperava, de tão raro, a empresa lançou a temporada em dois volumes de 15 episódios cada, em quatro discos. Deve se destacar a importantíssima presença da dublagem original brasileira, preservada em bom estado, gravada pelo estúdio paulistano AIC (lembram quando escutavam na apresentação de muitos seriados dublados: “versão brasileira - AIC São Paulo”?). Posteriormente, uma edição especial, abrigada em uma lata, foi lançada pela Focus Filmes, trazendo a 2ª Temporada completa. O lado negativo é que não tem som original em inglês com legendas nestes DVDs da lata.

Foto dos DVDs da segunda temporada no box de lata de Daniel Boone:

 

Apesar de a Focus Filmes ter sinalizado a intenção de lançar as outras temporadas, acabou não acontecendo. A 1ª Temporada não foi lançada no Brasil por ser branco e preto e, segundo a distribuidora, poderia ser um risco de não vender bem. Nos EUA, a série inteira de Daniel Boone saiu em DVD.

Daniel Boone em Filmes Longa Metragens

Existem alguns filmes em longa metragem sobre Daniel Boone.

São eles:

Daniel Boone de David Howard, de 1936, estrelando George O'Brien  como Daniel Boone. Está disponível no Youtube no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=fA_I8MC9MGI 

O Lendário Daniel Boone / Daniel Boone – O Desbravador (Daniel Boone, Trail Blazer, 1956), de Albert C. Gannaway e Ismael Rodríguez, estrelado por Bruce Bennett como Daniel Boone e Lon Chaney como Blackfish.

Daniel Boone em Briquedos e Produtos

Antes neste artigo foi mencionado que a marca Daniel Boone foi explorada em diversos produtos como lancheiras, gibis, brinquedos e até facas de borracha.  Havia também kits com facas que eram também lápis, estojos de lápis com zipper, mochilas onde dentro havia um chapéu de pele de guaxinim, anéis que vinham como prêmios em caixa de cereais, baralhos e uma infinidade outros produtos. 

A série Daniel Boone com Fess Parker teve um sucesso estrondoso, e além de ser exibida nos Estados Unidos, foi exibida em vários países mundo afora, incluindo países da América do Sul, Europa e até mesmo no Japão. Daí a grande variedade de produtos vendidos comercialmente por todo o globo. Até hoje são vendidos itens sobre Daniel Boone, que abrangem uma infinidade de livros e biografias de diversos autores, e podem-se achar itens usados a venda em sites como Ebay e Mercado Livre, além de brinquedos em lojas especializadas e sites diversos.

A seguir mostro fotos variadas destes produtos, focando mais nos brinquedos do faroeste.

Daniel Boone da Gulliver (Brasil):

 

O Daniel Boone Gulliver vinha nos brinquedos:

Planície Selvagem Gulliver;

Caçada na Neve Gulliver (não confirmado);

Caixa de figuras especiais (segundo Marcos Guazzelli nesta modalidade “vinha sozinho e em plástico duro”)

Segundo o colecionador Marcos Guazzelli “o Daniel Boone foi produzido só pela Gulliver (não foi produzido pela Casablanca), e a origem do nome é incerta”.

De acordo com o colecionador Miguel Cerrato Júnior: “o Daniel Boone (figura Gulliver), que eu saiba, não existe nenhuma referência catalogada que comprove o seu nome. A meu ver o “Daniel Boone” foi apelidado pelos próprios colecionadores e acabou ficando, mesmo porque muitos, sem saber da existência do catálago da Casablanca (onde tinha o Davy Crockett), chamavam o Davy Crockett de Daniel Boone. Por sua vez o "Daniel Boone" apareceu no lançamento do Planície Selvagem e também era vendido separadamente em caixinhas (vide artigo do Miguel Cerrato Júnior do site Brinquedos do Faroeste: Aconteceu Tudo Num Só Dia). Essa figura quando feita em plástico maleável é um pouco menor que a de plástico duro”.

Marcos Guazzelli acrescenta que “provavelmente o Daniel Boone e o Davy Crockett também vinham no conjunto Caçada na Neve Gulliver, cuja data de produção é incerta, já que ainda não conseguimos localizar um catálogo que traga este item” e completa: “quanto a ter caçadores e índios na Planície Selvagem: naquela época não havia código de defesa do consumidor, então o que vinha dentro de cada caixa era uma surpresa”.

Ainda completou o Miguel: “só para registro, essas figuras (Daniel Boone e David Crockett) bem como as outras de caçadores, foram desenhadas e nomeadas pelo Karl May.” Só para esclarecer, Karl May é um dos mais vendidos escritores alemães da história, autor de Winnetou.

David Crocket (Brasil)):

O Davy Crockett vinha nos brinquedos:

Caravana da Casablanca de 1966 a 1969;

Conjunto de cowboys Casablanca (vinha em saquinhos);

Planície Selvagem com base de plástico flexível da Gulliver de 1973 a 1974;

Caçada na Neve Gulliver (não confirmado);

A Conquista do Oeste da Gulliver (segundo Marcos guazzelli “A Conquista do Oeste teve - é confirmado - este nome até 1974”);

Caravana da Gulliver 3ª edição de 1977 (segundo Marcos Guazzelli “neste ano – é confirmado – A conquista do Oeste já tinha trocado de nome para Caravana. O caso é que há uma dúvida, por falta de provas em catálogos se A Conquista do Oeste mudou de nome para Caravana em 1975 ou 1976);

 Caixa de figuras especiais/conjuntos embalados (cowboys) com cartela ou saquinhos de acordo com o catálogo Gulliver de 1978;

Segundo Miguel Cerrato Júnior: “a figura do David Crockett (n° 112) foi fabricado pela Casablanca e Gulliver, dessas de caçadores. O Davy  Crockett vinha na Caravana (Casablanca) e posteriormente na Conquista do Oeste Gulliver.” O Marcos Guazzelli confirma e diz que “o Davy Crockett foi fabricado pela Casablanca, e o nome vem de lá”. Ele ainda diz que “o conjunto surgiu em 66 como Caravana, e assim seguiu até 69. Em 1970 continuou sendo produzido pela Gulliver, mas com o nome de A Conquista do Oeste. Estou pesquisando esta mudança de nome, mas me parece que a Comanche (concorrente) registrou a marca "Caravana" antes deles. Mas, enfim, quando o conjunto da Gulliver voltou a se chamar Caravana (em 75 ou 76) ele adquiriu a configuração militar, primeiro com duas tendas e em 78 e 79 com uma tenda (branca). Nas edições de 78 e 79, apesar de ainda ser militar, vinham diversos cowboys”.

Daniel Boone da Playmobil código 3394:

 

Quebra cabeças Daniel Boone da Glasslite (Brasil):

 

Quebra cabeças Daniel Boone da Jaynar:

Cabana de blocos de madeira de Daniel Boone da Woodcraft Novelty Company,Inc., Boone, N.Carolina, USA 1933:

Daniel Boone e Mingo da Comansi:

 

Daniel Boone da Marx:

 

 

Daniel Boone vintage da Marx(não confirmado)

 

Daniel Boone da Marx 1964 :

 

Daniel Boone da Marx (ano desconhecido- provavelmente década de 1960):

Daniel Boone e chefe índio da Marx (ano desconhecido- provavelmente 1965):

Daniel Boone (não confirmado o nome) da Elastolin código1006980 (aparece assim com esse nome em sites como o Ebay) – essa figura deu origem ao “David Crocket” da Gulliver:

Daniel Boone (não confirmado o nome) da Elastolin código1006982 (aparece assim com esse nome em sites como o Ebay):

 

 

Daniel Boone artesanal criado e fabricado pelo colecionador Marco Leandro de Esteio (RS - Brasil):

 

Set Box Daniel Boone da Marx 1964:

 

 

Set Daniel Boone - Fess Parker  e Mingo - Ed Ames da CXR:

 

Set vintage Daniel Boone da Multiple (MPC):

 

 

 

 

Caixa do Daniel Boone Boonesboro Fort (fabricante desconhecido – parece ser Nostalgia):

 

 

Personagem do Set Boonesboro (não confirmei se faz parte do set acima):

 

Box com canoa de guerra índia Daniel Boone (fabricante desconhecido):

 

Canoa de Daniel Boone ou Davy Crockett (fabricante desconhecido):

 

Daniel Boone Wilderness Scout Play Set da Marx (primeira edição 1964) (era a menor versão das 3 existentes e paliçadas e portões eram menores que o set Fort Apache da Marx) :

 

Daniel Boone Wilderness Scout Play Set (primeira edição 1964) (o maior dos 3 sets existentes e tinha uma casinha avulsa de plástico duro, o que era revolucionário nos sets da Marx onde estava escrito em cor amarela “Boonesborough”):

Daniel Boone Wilderness Scout Play Set da Marx (primeira edição 1965) (também tinha uma casinha avulsa de plástico duro, o que era revolucionário nos sets da Marx onde estava escrito em cor amarela “Boonesborough”):

  

Dois modelos de Daniel Boone Frontier Set da Marx de 1965:

 

 

Maravilhoso Playset completo Daniel Boone da Barzo:

 

Itens Daniel Boone: jogo de cartas (à esquerda), boneco de 5 polegadas (à direita), canivete (acima, no centro) e jogo de mesa Trail Blazers (embaixo, no centro). Neste jogo vinha um formulário para entrar no fã clube de Daniel Boone, chamado Trail Blazers.

 

Caixa aberta do jogo Trail Blazer:

 

Pisloda Daniel Boone da Marx (EUA):

 

Pistola espanhola de brinquedo da Jefe (por volta de 1968):

 T.V. Pinball Daniel Boone Made in Argentina:

 

Boneco Fess Parker Daniel Boone de 5 polegadas da Remco:

 

 

Boneco Daniel Boone (fabricante desconhecido):

 

Cards Daniel Boone (fabricante desconhecido):

 

Cards Daniel Boone (fabricante desconhecido):

Cards Daniel Boone (fabricante desconhecido – Indústria Argentina):

 

Transfer  vintage Daniel Boone de borracha da Hasbro:

Rolo de filme Daniel Boone com 21 figuras stereo (o anúncio dizia 3 rolos 3D ):

 

Chapéu Fess Parker Daniel Boone (fabricante desconhecido):

 

Roupa com chapéu de Daniel Boone para criança (modelo atual 2012):

 

Daniel Boone Kentucky Bourbon (acredite quem quiser o anúncio dizia ser para diorama escala 1/18):

Jogo completo de tampas de vasilha para cereais Daniel Boone Made in Argentina e anel Danil Boone:

 

Tampas de vasilha para cereais Daniel Boone Made in Argentina:

 

 

Frasco para balas PEZ Daniel Boone Made in Austria:

 

Apito  Fess Parker Daniel Boone (fabricante desconhecido):

 

Lancheira Fess Parker Daniel Boone (fabricante desconhecido):

 

Bibliografia de sites consultados:

http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Boone

http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Boone

http://www.pagebypagebooks.com/John_Filson/The_Adventures_of_Colonel_Daniel_Boone/The_Adventures_of_Colonel_Daniel_Boon_p1.html

https://www.google.com.br/

http://retrotv.uol.com.br/series/daniel-boone/

http://marxwildwest.com/Wonderland.html

http://www.cinemaclassico.com/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1

http://www.gasolinealleyantiques.com/celebrity/cowboy.htm#DANIEL BOONE

http://www.boonesociety.org/articles/Daniel%20Boone%20Was%20A%20Man.htm

http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/tag/fess-parker/

http://www.lex-barker.de/index.php?lang=eng&menu=location

http://toysfromthepast.blogspot.com.br/2011/12/90-juguetes-jefe-pistola-daniel-boone.html

http://tumulosfamosos.blogspot.com.br/2009/03/tumulo-de-daniel-boone-181.html

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://www.imdb.com/name/nm0742162/

http://www.stewartsattic.com/Marx/specials/timeline.cfm

http://www.vintagetoyroom.com/history.shtml

http://www.brinquedos.faroeste.nom.br/index.php

http://www.nosthalgia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=19

http://www.elastolin.com/

http://www.brinquedosraros.com.br/

http://www.mercadolivre.com.br/

http://www.ebay.com/

http://www.amazon.com/ref=gno_logo

http://www.videoseries.com.br/

http://www.youtube.com/watch?v=fA_I8MC9MGI

http://universomovie.ning.com/page/classicos-morre-ator-fess-1

Bem, aqui termina nossa viagem pelas histórias de Daniel Boone.

Agradecimentos especiais a Marcos Guazzelli, Miguel Cerrato Júnior, Marco Leandro e Rosemeire Brondi Alves, minha mulher, que fez a revisão do texto e tem paciência comigo e meus brinquedos.

Até a próxima. Obrigado.

Cleso Brito

Belo Horizonte, Julho de 2012.





Comentários

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De: Glecio dos santos Rodrigues
Parabéns pela excelente pesquisa. Nota 1000!!!


De: Paulo R. Silva Pereira
A imagem que tenho sobre as feições de Daniel Boone, correspondem com a do ator Fess Parker. Devem ter sido muito parecidos! Não perdia um só filme da série, gostava também do Mingo e da Rebecca, eu a achava muito bonita. O paladino do oeste era outra série de faroeste que nunca perdia, pena que tudo se foi.


De: wagner porto alegre rs
Parabéns, sensacional reportagem muito bom, obrigado!!!!!


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De: Roberto vasco
Belo trabalho, mais um pouco e daria um livro.Este era mais um companheiro da tarde após o programa da xenia (LEMBRAM DISSO),depois era só pegar meus hominhos e brincar.Somente hoje me dou conta de quanto feliz fui,da oportunidade de brincar com brinquedos de verdade e não brinquedos que brincam sozinhos.Belo trabalho.


De: Luiz Paulo Pizzutti - SP
Sensacional !! Um "senhor" trabalho de pesquisa e excelente artigo. Parabéns.


De: Cleso Brito
Agradeço a todos que fizeram comentários sobre meu artigo e que assim nos estimulam a continuar contribuindo com o site de Marcos Guazzelli Brinquedos do Faroeste. Peço desculpas pelos erros de português e de tradução, que por mais que a gente confira ainda passam despercebidos. Eu sempre confundi a figura Daniel Boone com a Davy Crocket da Gulliver e gostaria de fazer uma correção no artigo: na parte onde cito quais brinquedos Gulliver tiveram as duas figuras o trecho a seguir se refere ao Daniel Boone e não ao Davy Crocket. Caravana da Gulliver 3ª edição de 1977 (segundo Marcos Guazzelli “neste ano – é confirmado – A conquista do Oeste já tinha trocado de nome para Caravana. O caso é que há uma dúvida, por falta de provas em catálogos se A Conquista do Oeste mudou de nome para Caravana em 1975 ou 1976); Caixa de figuras especiais/conjuntos embalados (cowboys) com cartela ou saquinhos de acordo com o catálogo Gulliver de 1978.


De: Jean Carlos
Este site, a cada atualização, se torna melhor e mais completo. Este estupendo artigo do Cleso Brito se junta a outros, redigidos pelo Marcos Guazzelli, como essenciais na Internet de Língua Portuguesa, tão carente de textos sobre a História do "Far West". Meus sinceros parabéns, e obrigado por brindar a nós, leitores, com essas maravilhas!


De: Pedro luiZ Malaspina
PARABÉNS pelo artigo, adorava este Seriado( como a maioria dos 50/60/70 basicamente...) se não me engano quem dublava o Daniel era Arquimedes Pires e o Mingo era o Grande Carlos Alberto Vaccari que faleceu em 2008( QUE VOZ!!!) Um grande abraço à todos os "Western Toy Brothers" - Love 4 All - Pedro luiZ Malaspina"Soldier Blue"


De: Pedro Pacheco
Parabens pelo artigo , excelente, so vem nos enriquecer culturalmente! Sempre vi o seriado, e hoje tenho alguns dvds. Certa vez li que após 2 anos caçando Daniel encontro sua mulher com um filho de 1 ano, e que este era filho de seu irmão e ficou tudo bem. Será que é verdade isto?


De: Raul Aguiar
MUITO LEGAL!NA VERDADE A FIGURA GULLIVER NÃO REPRESENTAVA O DANIEL BOONE,FOI LANÇADA COMO CAÇADOR.ERA CÓPIA ELASTOLIN DE UMA SÉRIE CHAMADA WINNETOU(NOME DO INDIO).NA TV ESTREOU EM 1963,E ERA ESTRELADO POR LEX BARKER NO PAPEL DE "OLD SHATTERHAND",QUE ERA EXATAMENTE ESTA FIGURA DA ELASTOLIN,SE REPARAR BEM ESCULTURA DO ROSTO MUITO PARECIDO COM O ATOR!INFELIZMENTE,A GULLIVER NÃO O LANÇOU COMO DANIEL BOONE,POIS ERA UMA EXCELENTE SÉRIE.MAS LANÇOU O DAVY CROCKETT!ABRAÇO


De: Rosangela
Parabéns Cleso, muito bom o artigo. Assiti muito Daniel Boone na minha infância , eu adorava.


De: Tadeu Buono
O engraçado , e a coincidência é que o Daniel original faleceu com 85 anos , e o artista que fez a série de televisão , também faleceu com 85 anos . Mera casualidade , ou o futuro imitou o passado ? Para pensar !


De: cassiano olegario
maravilhoso perfeito o artigo do Cleso, parabéns!!! Eu tenho esse lançamento dos dvds e são muito legais, a gente volta no tempo assistindo. Tenho tambem esse conjunto da Comansi do DB e Mingo, os meus eu pintei, ficaram bem legais. Pena a gulliver/casablanca não ter investido mais nesse personagem, na minha opinião de coleçionador merecia pelo menos um set. Baita abraço tchê!!! Cassiano.


De: Tadeu Mahfud
Assisti muito Daniel Boone na minha infância, e me lembro bem que ele vinha andando num riozinho jogava um machado e cortava a árvore ao meio. Adorei os sets do DB ilustrando esta matéria. Guazelli, cada vez melhor nos relatos. Att;


De: Tássilo Campos
Muito legal, lembro me o inicio dos anos 80 comprei este quebra cabeças do Daniel Boone, tenho até hoje