DIVERSOS - JANEIRO 2012



1. Hopi Hari

Em novembro estivemos no Hopi Hari, localizado na região de Campinas. Eu nunca havia visitado o parque, mas conheço sua história através da imprensa. Sempre com dificuldade de se manter financeiramente, acabou endividado e vendido por R$1,00.

O que constatei do parque na visita realizada foi o seguinte:

- Muitos brinquedos estavam em manutenção, sem funcionar;

- Os brinquedos que restavam, os que funcionavam, possuíam filas que chegavam a demorar duas horas. Para furar a fila era necessário comprar um tal passaporte VIP...

- Os produtos (alimentação e bebidas) são muito caros dentro do parque, e uma das vending machines engoliu meu dinheiro sem dar produto em troca.

Ao final do dia, enquanto aguardávamos nosso transporte sentados em frente ao parque, fizeram uma pesquisa de qualidade conosco. A última pergunta da pesquisa era: “alguma sugestão para melhorar o parque?”. Dei a seguinte sugestão: visitem o Beto Carrero para aprender como se faz um parque.

A esta altura o leitor está pensando: “por que esse papo de Hopi Hari aqui no site?”. Há uma razão, no parque há uma pequena cidade do faroeste, por sinal o lugar que achei mais interessante. Seguem algumas imagens:

Como o tema faroeste não dá mais o “ibope” de antigamente, fico feliz quando encontro alguma coisa relacionada ao tema, como esta cidade, quando encontro alguém ainda disposto a investir dinheiro no tema.

Na cidadezinha há uma loja, e no folder do parque a descrição é de que lá “você encontra tudo do faroeste”. Obviamente, na referida loja não há nada do faroeste.

2. Um belo diorama

Quando tenho algum tempo gosto de procurar imagens de dioramas na internet, dioramas de faroeste. Às vezes acabamos tropeçando em alguma coisa muito bacana, como o que vai apresentado nas imagens abaixo, de Michael Miller. Reparem na expressão da mulher, como reflete bem a gravidade da situação.

3. Dica do David

O colecionador David Finamor está sempre enviando dicas aqui para o site. Desta vez ele enviou o endereço se um site bem bacana.

O endereço é: http://oldwest.witchhunter.net/

4. Produtos à venda no mercado

Encontram-se à venda no mercado (lojas de 1,99) as mesmas figuras que na década de 1970 eram produzidas pela Brinquedos Educa. Agora são fabricadas por Brinquedos Reizinho (de São Paulo).

Moro em Curitiba e, em certos aspectos, é como morar no interior do Azerbaijão. As coisas não chegam por aqui, ou, pelo menos, demoram a chegar. Para conseguir minhas figuras da Brinquedos Reizinho tive que recorrer ao auxílio do colecionador David Finamor, em São Paulo. Segue imagem de algumas das figuras que o David enviou para mim:

Encontra-se à venda nas Lojas Americanas a série Western Playset, de fabricação chinesa. É uma mistura de Lego com Playmobil. Estão à venda três casas: quartel, delegacia e saloon; e figuras avulsas. Seguem imagens:

5. 30 anos sem Akiri

No começo de 1978 voltei de viagem, num dia à noite, e uma surpresa me aguardava em casa – ao abrir a porta vi que uma bola preta de pelos corria pela sala. Era a Akiri, uma filhote de pastor alemão. Na Band está passando um programa idiota chamado Mulheres Ricas. Vi uma cena em que uma das participantes, Narcisa Tamborindeguy, informa ao público que ela descende da mais fina nobreza portuguesa. Pois bem, a Akiri pertencia à mais fina nobreza canina ... seu sangue era puríssimo, tinha toda a documentação, pedigree, etc. (não fomos nós que escolhemos o nome Akiri, ele já veio na documentação), e acho que tinha até sobrenome que, se não me falha a memória, era Spinhaus, ou algo parecido.

Diferentemente da nobre Narcisa, que gosta de luxo, a nobre Akiri gostava mesmo era da pobreza – vivia correndo atrás de bola e se sujando na terra do quintal...

Minha relação com ela foi de (muito) amor à primeira vista, e a Akiri se transformou em minha companheira inseparável. Tão inseparável que às vezes, para eu conseguir jogar bola, eu precisava amarrá-la numa árvore, senão não saía do meio das minhas pernas...

Numa oportunidade, acho que em 1980, viajamos de férias e a Akiri ficou sozinha, no quintal da casa (alguém ficou encarregado de levar comida e água para ela). A cozinha da casa possuía janela basculante com vidros de cerca de 20 X 20, e um dos vidros havia sido removido por estar quebrado. Ficava a mais de 1,5 metro do chão. A Akiri, talvez com raiva por ter ficado sozinha, conseguiu pular por este buraco da janela e literalmente destruiu a casa por dentro. Roeu todas as madeiras dos móveis, arrancou as espumas dos sofás, poltronas e cadeiras, quebrou objetos de vidro e, quando chegou ao meu quarto, encontrou não somente móveis mas, também, todos os meus brinquedos à sua disposição. Alguma coisa, contudo, conteve o ímpeto da Akiri. Ela poderia ter destruído tudo, mas se limitou a morder a bandeira do Forte Union e roer a base de uma tenda do acampamento apache. Até hoje tenho esses itens comigo, e podem ser vistos nas imagens abaixo:

Numa outra oportunidade em que viajamos de férias, no Natal de 1981, a Akiri fugiu de casa. A notícia arrasadora chegou para a gente por telefone. Passamos anos olhando através dos portões das casas de Curitiba, e gritando “Akiri!” para todos os pastores alemães que encontrávamos, mas nunca mais tivemos nenhum sinal da Akiri. Não sei se morreu de fome, atropelada, ou se encontrou um lar que a acolheu.

Quando voltamos para casa e encontrei aqueles dois brinquedos mordidos, fiquei com raiva da Akiri (devia ter ficado grato por ela não ter destruído tudo...). Hoje, 30 anos depois, guardo ambos com carinho, pois são uma recordação da minha companheira.

Nunca mais tive outro cachorro.

Até a próxima!

Marcos Guazzelli

Janeiro de 2012





Comentários

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De: Marcos Faria / Angra / RJ
Boa divulgação sobre os Parques tanto o bom qto o ruim, uma pena mas a cidade do velho oeste é fantatisca, mas faltaram os personagens e que poderiam ser bonecos tem muito artista no Brasil mas faltam incentivos e investimento alem da basica criatividade vou pegar endereço do pareque e enviar sugestão. Show de diorama. Cães inesqueciveis amigos, todos tivemos um ou mais Parabéns pela historia e preservação de momentos tão bons da nossa infancia em comum. Gd abç !"


De: David Finamor
O site da empresa ta aqui! http://www.brinquedosreizinho.com.br/fale_conosco.php


De: David Finamor
Nessas férias fui ao litoral de são Paulo(santos) Achei nas lojas de 1,99 da cidade!


De: Walquir Fagundes
Como faço para conseguir as figuras Reizinho? Pode me informar?


De: Raul Aguiar
que pena, triste!Amo cachorros,são verdadeiros amigos.Quando era criança tive um chamado Pop,que infelizmente tive de doar pois não tivemos condições de pagar veterinário certa vez que teve problemas!Nunca mais consegui ficar sem cachorro.