DIVERSOS - MAIO 2011



1. Visita a colecionador

Neste bimestre não realizei visita a colecionador, pois a verba de viagem foi consumida na produção do artigo Gettysburg 2. Eu já havia deixado +/- reservado com um colecionador para produzirmos em junho / julho a Visita a Colecionador 3, mas acabamos não conseguindo ajustar nossas agendas.

Então não tenho nada programado por enquanto. Daqui para a frente só produzirei artigos da série “Visitas” com os colecionadores que desejarem ser visitados. Portanto, quem quiser receber a minha visita para um bate-papo e para apresentar a coleção pode me enviar um e mail (mguazzelli@uol.com.br) que tentamos agendar.

2. Imagens de conjuntos raros

O David Finamore enviou imagens de conjuntos raros. As primeiras são de conjuntos Elastolin:

As imagens a seguir são de figuras sólidas da Timpo, bastante raras já que a marca produzia basicamente figuras swoppet:

A imagem a seguir é do conjunto Wigwams da Atlantic:

As imagens abaixo são de figuras swoppet da Timpo:

As imagens abaixo são se belos dioramas:

3. Timpos brasileiros

No artigo Visita a Colecionador 2 mencionei que o Raul Aguiar possui figuras Timpo made in Brazil. O colecionador Miguel Cerrato entrou em contato para informar que ele possui figuras Timpo made in Brazil. Segundo ele foi no Natal de 1980 ou 1981 que ele adquiriu quatro caixas de figura Timpo brasileiras, nas Lojas Americanas do centro de São Paulo. O Miguel conhecia figuras Timpo desde o início dos anos 1970, quando havia ganho algumas do seu pai. Segundo ele, entre 1976 e 1977 as figuras desapareceram das lojas devido a restrições de importação. Por isso a surpresa dele quando anos mais tarde encontrou as figuras nas Americanas, ainda mais fabricadas na ZFM.

O Miguel acredita que eram feitas no Brasil apenas as bases metálicas, pela empresa Imbrima, mas as figuras mesmo continuavam a ser fabricadas no exterior. Numa das caixa que o Miguel comprou havia uma canoa, mas seu local de fabricação estava raspado.

O Miguel pode estar certo, pois até hoje fabricantes apenas fingem que produzem na ZFM, apenas para obter os benefícios fiscais.

No comparativo (abaixo) os Timpos brasileiros vinham com a base metálica, enquanto os originais ingleses possuíam a base plástica.

4. Máquina do tempo

Uma das minhas tantas pirações como colecionador é ficar imaginando encontrar uma loja de brinquedos que tenha ficado 30 ou 40 anos fechada. Abri-la seria como entrar numa máquina do tempo e ser instantaneamente transportado ao passado.

Várias pessoas já tiveram oportunidade de realizar este sonho. Conheço comerciantes que conseguiram arrematar em leilão lojas de brinquedos que ficaram 30 ou 40 anos fechadas por conta de processos judiciais.

Já narrei aqui a história de um colecionador amigo meu – andava pelo interior de Santa Catarina quando passou pela frente de uma loja que parecia ter parado no tempo. Curioso, entrou para procurar brinquedos. Nada encontrando, se dirigiu ao proprietário que, após certa relutância, admitiu ter brinquedos no sótão. Lá subindo, entrou na tal máquina do tempo, e encontrou um estoque dos anos 1970. Arrematou o estoque todo e teve que alugar uma carretinha de engatar no carro para poder levar tudo embora. Generoso o colecionador repassou uma boa parte das aquisições, e tenho dois itens comigo. Que sonho.

Agora em maio fiquei sabendo por um outro colecionador de sua história vivida há pouquíssimo tempo atrás. O referido colecionador trabalha numa emissora de televisão do interior de São Paulo. Há pouco tempo atrás ele visitou uma imobiliária que é anunciante na televisão, e saiu junto com a proprietária e a equipe de gravação para fazer uma matéria sobre um imóvel. Ao lado do referido imóvel, recém construído, havia quatro lojas fechadas. O proprietário desses quatro imóveis está negociando com a mesma imobiliária para fazerem um projeto no local.

O proprietário viu a matéria sendo gravada no seu vizinho e chegou para conversar. Conversa vai, conversa vem, ele comentou que as lojas haviam sido armarinho, farmácia e açougue, e que estavam fechadas no estado em que se encontrava no seu último dia de operação. Comentou que o armarinho havia sido da irmã dele, que faleceu em 1983. Como ele possui muitos imóveis na cidade, simplesmente fechou a loja da irmã e nunca mais abriu a porta. Parece que essa mesma pessoa possui outras lojas fechadas na cidade.

O proprietário comentou que já que está negociando essas quatro lojas, precisava esvaziá-las. O nosso colecionador aproveitou então para entrar na conversa e dizer que era colecionador de brinquedos, ao que o proprietário falou que havia brinquedos no armarinho da irmã. Foram até lá, abriram a porta, e nosso colecionador entrou na máquina do tempo, desembarcando em 1983. Havia uma grande quantidade de brinquedos, e de itens normalmente vendidos em armarinhos. Nosso colecionador simplesmente arrematou o estoque todo da loja.

Generoso, nosso colecionador repassou alguns itens, e uma arma de espoleta do tal armarinho já está na minha coleção.

Já eu sigo sonhando e me imaginando viver uma experiência como essas, cuja possibilidade de realmente acontecer é mais que remota.

Até a próxima,

Marcos Guazzelli

Maio de 2011





Comentários

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De: Luiz Paulo Pizzutti
Infelizmente, por terem só a base feita no Brasil, a Inbrima da ZFM teve problemas com a importação das figuras que foi proibida. Uma pena !!!


De: Richard Kyaw
Incrível! Sabia da existência de "Timpos" piratas no Brasil, feitos de chumbo, na década de 80 (Só medievais), mas esse foi uma surpresa! Originais!!


De: Jose Antonio Rocha
Ora ai está algo que desconhecia....Nunca visto. Os meus Timpos sempre foram, de base plastica...Made in England.


De: Pérsio
Eu tive alguns Timpos nacionais, entre 1980/82. Mas nunca imaginei que apenas a base era feita no Brasil...