PAPAI NOEL



Artigo escrito por Marcos Guazzelli, com auxílio dos colecionadores Luiz Pagliarini e Wagner.


Como comentado em artigos anteriores, os anos 60 foram os anos do nascimento e do auge da indústria de brinquedos de faroeste no Brasil. Foi neste cenário que tiveram sucesso fábricas como Casablanca, Comanche e Trol.


Foi, também, nesta década que funcionou um pequeno fabricante de brinquedos, que deixou muitas saudades. A Papae Noel.


É comum utilizarmos a expressão “de fundo de quintal” quando queremos fazer referência a um determinado negócio de pequeno porte. Bom, a Papae Noel era a típica empresa de fundo de quintal, e isto vinha, inclusive, afirmado nos rótulos dos seus produtos, como pode ser visto na imagem abaixo:



Ficava localizada nos “fundos” do número 141 da Avenida Tiradentes em São Paulo. E o telefone era só para recados. Incrível.


Com o tempo a Papae Noel evoluiu e passou a se chamar Papai Noel. Nesta época, já requeria patente de seus produtos (não sabemos se alguma foi concedida). Quem primeiro atentou para a mudança de nomes foi Luiz Pagliarini. Vejam a imagem abaixo:



Os brinquedos de Forte Apache ainda foram fortes na década de 70, mas já não mais como na década anterior. Alguns fabricantes, como Gulliver e Trol, seguiram adiante. Outros, como Comanche e Papai Noel, ficaram para a história.


A Papai Noel produziu apenas brinquedos de madeira, não produzia figuras.


Os produtos que conhecemos são:

- Conjunto de casas para compor a cidade do faroeste – vendidas individualmente;

- Fazenda Bang Bang;

- Fort Deraa – que não será objeto deste artigo por ser da série Lawrence da Arábia, e não do faroeste.


O produto menos difícil de encontrar atualmente é alguma das casas que compunham a cidade do velho oeste. Estas casinhas fizeram muito sucesso no final dos anos 60, uma vez que eram bem mais baratas que o conjunto Virginia City da Casablanca. Funcionava assim – a criança via o anúncio da Casablanca e pedia a cidade do oeste para os pais. Os pais iam até a loja de brinquedos e compravam para os filhos o produto da Papai Noel.


Abaixo ilustrações das casas da Papai Noel:









Não aparece em nenhuma das fotos acima, mas a cidade também possuía a Estação das Diligências.


Também é possível observas, nas imagens, que o Bar do Oeste teve duas versões.


Como bem observado pelo Wagner: “Lembro que a Serraria do Oeste era o item mais caro da coleção, e interessante é que a Papai Noel sempre se

preocupava com um minimo de interatividade com o brinquedo. Portas se abriam, a Igreja tem sino, a Serraria tem uma manivela atrás que aciona a serra e assim por diante”.


Abaixo a imagem da Fazenda Bang Bang:

 


Bom, concluímos nosso artigo esperando que os leitores apreciem.


Lembramos que o Luiz Pagliarini produz réplicas perfeitas das peças da Papai Noel, que podem ser vistas na seção de trabalhos artesanais do site.






Comentários

Enviar comentario

De: CATALOGANDO CASAS DA PAPAE NOEL
Solicito aos leitores e colecionadores que enviem fotos destas casas ( favor que NÃO sejam estas do artigo ) para podermos fazer um catalogo que ficará disponível a todos. Até o momento acho que são 8/9 modelos. Colaborem. PS:Tenho 5 delas, quem tiver interesse em vender alguma favor entre em contato. mvfariaangra@gmail.com