DIVERSOS - SETEMBRO DE 2010



1. Museu do brinquedo de faroeste

Uma das questões que me afligem em relação a minha coleção de brinquedos, além de cupins e degradação do plástico, é encontrar uma forma para que a coleção sobreviva a mim.

“Deixe para o seu filho”, dizem.

Bom, ainda não tenho filho, mas estou na fila da adoção...

Contudo, entendo que deixar a coleção para o filho seria como deixar uma condenação. Ele estaria condenado a:

- Ter sempre que morar em uma casa grande, para guardar a coleção;

- Embalar figura por figura quando desejasse mudar de residência;

- fazer manutenção periódica contra cupins;

- Fazer limpeza periódica;

- Trocar periodicamente os sugadores de umidade;

- Manter ambientes da casa escurecidos para a luz não acelerar a degradação do plástico.

Entre outras responsabilidades.

Não gostaria de condenar o meu filho desta forma.

Então, a única maneira que vejo de tentar perpetuar a coleção é criar um museu de brinquedos de faroeste e, enquanto for vivo, trabalhar para que ele se torne auto-sustentável, o que não é fácil.

O principal problema é que o primeiro passo para a realização do museu é a aquisição de um imóvel, bem localizado, e os imóveis estão tão caros que se o personagem Tio Patinhas fosse criado no Brasil do século XXI não teria uma caixa forte cheia de moedas mas, sim, cheia de tijolos e sacos de cimento...

Enfim, por enquanto fica apenas o anúncio da minha intenção, até para saber, se possível, o que os leitores acham desta idéia. (estou parecendo o Lula, que “inaugura” até intenção...)

Este é um projeto para ser concretizado em Curitiba, ao longo dos próximos 10 anos. Como estou com 40 anos, o museu deve surgir, se a minha situação financeira permitir, até os 50 anos.

Contar com apoio das autoridades, infelizmente, é uma hipótese que não pode ser sequer considerada.

2. Revista Cláudia – edição de Natal de 1968

Achar imagens da época da Casablanca não é fácil. Nunca vi uma propaganda impressa da empresa, como tenho propagandas da Gulliver. As imagens televisivas dos programas que a Casablanca patrocinava parecem ter se perdido com o tempo. Uma das poucas referências impressas que conheço da empresa saiu na edição de Natal da revista Claudia em 1968. Tento há anos encontrar esta revista em sebos, mas até hoje não encontrei. Conheço apenas a cópia que está na Biblioteca Pública do Estado do Paraná, mas não dá para tirar de lá...

Agora em agosto o leitor Luiz Rodolfo Campos da Silva me enviou por e mail as imagens scaneadas da revista. Aproveito para dividir com os leitores:

3. Gustavo Cantieri

O leitor Gustavo Cantieri enviou imagem das figuras que vinham nas embalagens de gelatina nos anos 1980:

O Gustavo também nos enviou a história da cidade do faroeste que ele criou juntamente com seu irmão:

“Aos meus 11 anos de idade (em 1988) criei com meu irmão uma cidade de faroeste.

Pegamos algumas capas e contra-capas de cadernos pequenos de espiral, tiramos as rebarbas, desenhamos e recortamos portas e janelas.

Era bem simples. Parecia um cenário de filmes, somente as frentes das casas. Assim podíamos movimentar os personagens “dentro” dos prédios.

Nossa casa tem assoalho de madeira nos quartos, então encaixávamos as frentes nas gretas ou simplesmente abríamos as portas para os prédios ficarem em pé.

Recortamos acessórios como mesas, balcões e “amarradores de cavalo”. Também utilizávamos bloquinhos de madeira do “Pequeno Construtor” em algumas casas.

A cidade consistia numa única rua sem saída, terminando no prédio do “Hotel”. Formava uma letra “u” ou uma ferradura quadrada.  

A composição da cidade era a seguinte:

. Escritório do xerife: uma mesa grande (um retângulo recortado da capa do caderno com um bloquinho de madeira em baixo) e a cadeia (outro retângulo com grades que ficava encaixado na greta do assoalho).

. Saloon: três mesas formadas por quadrados de papel com bloquinhos em baixo, outros bloquinhos servindo de cadeiras e um balcão (outro recorte dobrado em “L”). “Nas cadeiras” sentávamos os personagens a cavalo, pois não têm base nos pés.

. Banco: apenas um guichê, onde fazíamos uma fila.

. Armazém: apenas um balcão.

. Ferreiro: apenas o prédio.

. Hotel: único prédio na vertical para dar a idéia de dois andares. O andar superior era um recorte de uma capa de caderno com pilares de bloquinhos de madeira.

Era uma cidade democrática, com índios, soldados e cowboys de todos os tamanhos, cores e fábricas, convivendo em harmonia.”

Por fim, o Gustavo enviou imagem de duas das saudosas figuras de faroeste do Kinder Ovo:

4. Toddy

Esta imagem já havia sido publicada há alguns anos num artigo escrito pelo Miguel Cerrato. Agora, recebi novamente a imagem, enviada pelo leitor Ivan Luis. Publico novamente, para aqueles que não leram o artigo do Miguel.

A imagem é de propaganda em revista sobre o concurso Toddy, e mostra desenho do Acampamento Apache da Casablanca:

5. Figuras da Braesp

O Carlos Nebot, mais novo fabricante de figuras de faroeste, lançou novas poses em setembro:

As figuras podem ser adquiridas através do e mail do Carlos:

carlosalborada@hotmail.com

Suas figuras vêm com a marca Braesp.

6. Coleção de João Reis

O leitor João Reis, de Portugal, nos enviou imagens de sua coleção:

Forte Apache com figuras Atlantic:

Figuras que no Brasil saíram na série Combate, da Gulliver:

O João é um grande colecionador de Timpo.

Assim como eu, está muito preocupado com a degradação do plástico das figuras. Seu sonho de colecionador é possuir os moldes originais, para reproduzir as figuras e, assim, preservar essa parte da história para as gerações futuras.

7. Guerreiros do Mundo

O leitor Hudolph nos enviou imagem da coleção Guerreiros do Mundo, que vinha como brinde dos Sucrilhos Kellogs nos anos 1960. Eram figuras com 5 cm. Posteriormente, nos anos 1970, foram relançadas, só que sem pintura.

Na imagem abaixo, no centro da coleção, a figura do soldado da cavalaria:

A coleção do Hudolph não está completa, algumas peças se perderam com o tempo.

Nos anos 1970 as figuras, sem pintura, eram como a da foto abaixo:

Ufa...

Até a próxima,

Marcos Guazzelli

Setembro de 2010





Comentários

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De: Pérsio
Gostei de sua ideia sobre o museu, mas acho que seria mais seguro um museu do brinquedo, com setor ESPECIAL do faroeste, um aspecto cultural.


De: Pedro Pacheco
Guazzelli penso o mesmo que você, mesmo deixar para filho eles não valorizam e logo que você morre, a nora ou genro põe fora....já vi isto.


De: João Reis
Olá, pessoal. As figuras que estão no forte não são Atlantic, mas Gulliver. Tenho Atlantic na minha colecção mas só ww2 e ancients.


De: João Reis
Olá, pessoal. As figuras que estão no forte não são Atlantic, mas Gulliver. Tenho Atlantic na minha colecção mas só ww2 e ancients.


De: deivid
eu tenho a do buffalo bil do kinder