MINHA HISTÓRIA COM A CASABLANCA



Amigos,


A história que vou contar aconteceu numa época “innocence”, as crianças brincavam na rua, jogavam taco, futebol, ou brincavam de esconde-esconde.


O homem do algodão doce passava com a sua bicicleta à noite, e fazia a alegria da criançada.


As meninas brincavam de lencinho atrás, e os meninos levavam no bolso um maço de figurinhas, bolinhas de gude e um peão com sua inseparável fieira.


Foi nesta mesma época de ouro que tudo começou...


Estávamos no final de 1966, pouco antes do Natal e uma promoção tomava conta de todas as crianças, e porque não dizer dos pais também.


A Toddy promovia um grande concurso, meninos e meninas que comprassem do achocolatado, receberiam de brinde figuras de índios, onde reunindo 12 diferentes miniaturas daria o direito de trocá-las por um Acampamento Apache, ou uma Boneca, ou um Traje de Cacique ou de Princesa da Tribo.


Lembro-me bem, minha mãe com a minha tia juntaram a coleção para mim e para o meu primo, onde uma ajudava a outra com as figuras repetidas.


Demorava alguns meses para formar a coleção completa, isto só contribuía para aumentar a expectativa e ansiedade entre as crianças que não viam a hora de trocar os índios por um brinquedo.


Era chegado o grande dia, já estávamos em 1967, saí decidido de casa, eu queria a roupa do Cacique, pois na época brincávamos muito de Cowboy e traje de índio era muito difícil de se ver naqueles dias.


Chegamos ao posto de troca Toddy, tinha uma enorme fila e a ansiedade aumentava, notei que os fiscais da Toddy devolviam as figuras, achei a idéia boa.


Com um canivete eles cortavam os números das bases sem danificar o restante do índio, para assim não serem reutilizados, depois o fiscal devolvia-os às crianças. Tenho uns dois destes até hoje.


Quando chegou a minha vez, ao meu lado havia um Acampamento Apache Casablanca montado e era maravilhoso, foi o bastante para eu mudar de idéia.  Abracei a caixa e saí da sala com uma enorme felicidade, voltei para casa de ônibus e no caminho vim brincando com os “indinhos”.


Este foi o início da minha paixão pela Casablanca, depois deste episódio não parei mais, nos Natais seguintes só pedia ao Papai Noel: Fort Apache, Fazenda Ponderosa, A Conquista do Oeste*, O Zorro* e tudo mais que lembrasse Forte Apache.


Bem como toda história tem a parte triste, esta não é diferente, com o passar dos anos a caixa foi se estragando e as figuras se quebrando, entretanto as tenho guardadas são muito preciosas, mas o mais triste foi que o meu primo talvez por ter 6 ou 7 anos mais do que eu, nunca brincou com o seu Acampamento Apache.


Já adulto, certa vez indaguei a minha madrinha sobre o brinquedo e para a minha tristeza ela me disse que havia dado o Acampamento Apache para uns pintores que tinham ido pintar a sua casa.


Com isto ocorrido, tanto a perda de peças como a da caixa, comecei a procura de itens para serem repostos, e ainda hoje fico feliz ao comprar “soldadinhos” mesmo que seja apenas um.

Imagens:



Propaganda na Revista Bonanza de 1966.



Coleção Toddy completa com 12 Índios.



Como na propaganda da Revista.



Caixa do Acampamento Apache.

Em breve falarei sobre Acampamento Apache Casablanca.

Miguel Cerrato Junior  

Colaboração: José Carlos Lollo e João Roberto Pinheiro

(*) brinquedos de outros fabricantes.





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De: edsonjanoski@gmail.com
Eu adorava ir fazer compras com a minha mãe. A gente chegava em casa e já ia abrindo o vidro de Toddy para pegar o novo indinho que vinha de brinde. Essa lembr5ança nunca se apagará.